Asneiras e Equívocos

Sacha Baron Cohen também não seria Cazuza

Por Rodrigo Zavala em 25/07/2013
Sacha Baron Cohen (O Ditador) não encarnará mais nos cinemas o icônico vocalista do Queen, Freddie Mercury. Alegou “divergência criativa” por não conseguir vencer a queda de braço com os remanescentes da banda, Brian May John Deacon e Roger Taylor, a quem cabe aprovar tudo e todos, forma e formato - incluindo aí a contratação do próprio ator.

Segundo o site Deadline (http://goo.gl/GJzJ6), Cohen até que tentou. Apresentou roteiristas, diretores (entre eles, Tom Hooper, de Os Miseráveis), mas não deu certo. Brian May bateu o pé: o filme deve ser família, para as crianças aprenderem mais sobre o Queen com seus pais e avós, os fãs originais.

Já Cohen gostaria de um filme mais coerente com os fatos, com Mercury e com a própria carreira. Omitir parte importante da história do vocalista, inclusive para entender seu comportamento autodestrutivo, é um desrespeito. E o ator, conhecido por ser transgressor, não quer fazer um videoclipe dos melhores momentos do Queen, realizado por um fã, o próprio Queen.  

Contextualizando, seria o mesmo que o ator Daniel de Oliveira tivesse abandonado o projeto Cazuza – O Tempo Não Pára (2004), ou Thiago Mendonça largado o Somos Tão Jovens (2013) por causa da ingerência da família dos cantores na história dos filmes. Fato real, aliás, que tornou ambos os filmes incompletos, para ser educado.

Por isso, Sacha Baron Cohen não seria Cazuza; não seria Renato Russo. Essa história de não querer filme com “jovem drogado fazendo sexo” e vetar qualquer comportamento que fuja ao convencional é ingenuidade burra. Omitir suas ações mais sombrias é idealizar suas vidas e ignorá-los como pessoas extraordinárias que foram.

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