Diário do 61º Festival de Cannes
· Atriz brasileira é premiada em Cannes Brasil vence prêmio de melhor atriz com Sandra Corveloni, em "Linha de Passe". E a Palma de Ouro vai para a França depois de 21 anos, com "Entre les Murs", de Laurent Cantet.
· Un Certain Regard premia filme do Casaquistão Enquanto continua grande a expectativa da Palma de Ouro, que será anunciada também nesta noite de domingo (25), alguns prêmios das seções paralelas foram divulgados.
· Filme francês surpreende na reta final em Cannes Último concorrente da competição, "Entre les Murs" foi muito elogiado, criando boatos de Palma de Ouro, que sai amanhã. Na Quinzena dos Realizadores, um curta brasileiro saiu premiado.
· Cannes recebe Charlie Kaufman e fecha suas apostas Roteirista consagrado, Charlie Kaufman faz boa estréia na direção com "Synecdoche, New York". O festival assiste aos últimos concorrentes à Palma de Ouro.
· Nachtergaele encara “Che” com seu filme em transe No mesmo dia em que Cannes viu o badalado "Che", de Steven Soderbergh, o brasileiro Matheus Nachtergaele provocou impacto com "A Festa da Menina Morta".
· A desconstrução de Lucrecia Martel e a espera de “Che” A argentina Lucrecia Martel apresentou "La Mujer sin Cabeza", que dividiu opiniões. Hoje, todos esperam a passagem do "Che", de Steven Soderbergh. Matheus Nachtergaele impressionou com "A Festa da Menina Morta".
· Entre americanos clássicos e Maradona Dois americanos, James Gray e Clint Eastwood, trouxeram de volta a narrativa clássica ao festival. E o "Maradona", de Kusturica, foi o filme-evento do dia.
· Mal-estar contemporâneo repercute em filme belga e italiano A angústia do mundo continua a bater forte na seleção do festival deste ano. Não deixaram a menor dúvida disto os concorrentes à Palma de Ouro Gomorra, de Matteo Garrone, que atualiza de forma absolutamente assustadora a questão da máfia na Itália, e Le Silence de Lorna, dos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne.
· Chuva, aplausos e elogios no caminho de “Linha de Passe”
Exceto a súbita tempestade desta fria primavera que encharcou os convidados e o mítico tapete vermelho do Palais des Festivals, Walter Salles, Daniela Thomas e o elenco de Linha de Passe, não tiveram do que reclamar da sessão de gala, ocorrida na noite nobre de sábado (17).
· "Linha de Passe" discute família e política em Cannes
Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, foi exibido aqui nesta manhã de sábado (17) sob o signo da urgência. Um sentimento que brota não só da emergência social e pessoal de quatro jovens irmãos da periferia paulistana, motor da história, mas que decorreu até da finalização do filme, concluída há apenas dois dias.
· Cannes discute o mundo, a história e a família
Com cinco concorrentes à Palma de Ouro já exibidos, a 61ª. edição do festival confirma a impressão de que a seleção deste ano está voltada para temas sérios, adultos, rediscutindo o mundo e suas instituições. É isso que se depreende da passagem do concorrente turco Trois Singes, de Nuri Bilge Ceylan, e do francês Conte de Noël, de Arnaud Desplechin. Nesta manhã de sábado (17), o Brasil entra em cena com outro concorrente, Linha de Passe, de Walter Salles, que disputou a Palma há quatro anos com Diários de Motocicleta.
· Sul-americanos e animação israelense dominam as discussões
Segundo dia do festival, a América do Sul continua sendo assunto de primeira linha. Hoje (15), pela passagem da co-produção Argentina/Coréia/Brasil Leonera, de Pablo Trapero, que teve acolhida calorosa mesmo na sessão matinal, que começa pontualmente às 8h30 para a imprensa credenciada.
· Fernando Meirelles abre Cannes com seu retrato do fim da civilização
Apesar da tranqüilidade de Fernando Meirelles com esta sua segunda vinda a Cannes, desta vez no posto de diretor do filme de abertura – fato inédito para uma produção brasileira, nos 61 anos do festival - esta volta tem sabor de revanche.
|