Para Minha Irmã

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Crtica Cineweb

17/02/2004

As relações conflituosas entre pais e filhos tem estimulado o trabalho de alguns diretores independentes, como o americano Larry Clark (Ken Park) e a francesa Catherine Breillat, autora deste Para Minha Irmã. Por coincidência, os dois filmes estréiam simultaneamente em São Paulo. Mas, ao contrário de Clark, a diretora francesa aborda relações deterioradas no núcleo familiar a partir de uma visão feminina, pois as protagonistas são duas irmãs adolescentes.

Ao contrário de seu filme anterior, Romance, com direito a várias cenas de sexo explícito protagonizadas pelo ator pornô Rocco Siffredi, Catherine foi agora mais contida com sua câmera. Mais que o choque pela nudez, a diretora prefere acompanhar o cruel relacionamento entre duas irmãs, que nutrem uma relação de amor, ódio, desprezo e inveja. Anaïs, de 12 anos, é gorda e compensa todas suas frustrações com elevadas doses de açúcar. Seu oposto é Elena, uma bela ninfeta de 15 anos, que manipula a irmã e busca seduzir um homem mais velho para perder a virgindade.

Nem chega a existir uma competição entre ambas, pois Anaïs sabe que nem as migalhas lhe serão destinadas. Por vezes, quando sentimentos amorosos entre as duas parecem fluir, numa relação normal entre irmãs, Anaïs procura proteger Elena com alertas. Mas, quando não consegue ser ouvida, não hesita em recriminar seu comportamento.

Anaïs e Elena passam as férias num condomínio de praia, na companhia dos pais, quando conhecem um jovem advogado italiano (Libero de Rienzo), por quem a irmã mais bonita se sente atraída. Ela acredita que poderá usar sua beleza para conquistar e manipular o rapaz, mesmo sem entregar a virgindade. Ela leva o jovem para conhecer a família e, à noite, abre a porta de seu quarto para ele entrar. Na cama ao lado, Anaïs finge dormir, mas tudo acompanha.

Elena engana-se ao acreditar que poderá manipular o namorado. Bem mais experiente, ele precisa apenas usar as palavras certas para convencê-la a ceder. E, a partir desse momento, Elena, que parecia estar segura de seus passos, vê o chão afundar sob seus pés.

Luiz Vita


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