Mais Uma Vez Amor

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Desde jovens Lia (Juliana Paes) e Rodrigo (Dan Stulbach) são apaixonados. Mas, muito teimosos, nunca conseguem ficar juntos. Combinam de se encontrar todo dia 23 de abril. O filme acompanha alguns anos nas idas e vindas deste casal.


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Crítica Cineweb

20/04/2005

A comédia romântica Mais Uma Vez Amor entra em cartaz com mais de 140 cópias em todo o Brasil nesta quarta-feira (20). Estrelada por Juliana Paes e Dan Stulbach, o filme é dirigido por Rosane Svartman (Como Ser Solteiro), com roteiro de Carlos Lombardi (autor de diversas novelas, como Kubanacan), baseado na peça escrita por Rosane, Lulu Silva Telles e Ricardo Perroni.

Mais Uma Vez Amor acompanha alguns anos nas vidas de Lia (Juliana) e Rodrigo (Stulbach), um casal que fica no junta-separa por muito tempo. Eles se conhecem ainda no colégio, quando ela apenas se aproveita da atração dele por ela. Depois de uma noite juntos, o casal vai ver o nascer do sol e combina que todos os anos naquela data (23 de abril) vão se encontrar naquele local.

O tempo passa e a vida dos dois muda, com idas e vindas e transformações radicais. Em alguns anos eles se encontram, em outros não. Mas sempre existe a expectativa e o romance nunca acaba. Atualmente, ele é um engenheiro casado, pai de um filho e muito, muito estressado. Ela é uma ativista ecológica e mãe solteira.

O roteiro do filme vai perseguindo as opções do destino e mostra que essas são duas ‘almas gêmeas’, embora teimosas demais para ficarem juntas de uma vez por todas. Essa trilha de amor e ódio que os dois perseguem é uma verdadeira viagem por um túnel do tempo – em especial, da década de 80.

De certa forma, Mais Uma Vez Amor recria os ideais dos anos 80 que, por sua vez, eram uma retomada da paz e amor dos anos 60. Esse clima nostálgico só é reforçado pela direção musical de Frejat (da banda Barão Vermelho, um ícone dos anos 80) e Maurício Barros.

Apesar da direção muitas vezes sem inspiração alguma de Rosane, é inegável que existe uma evolução de Como Ser Solteiro (cujo título original era Como Ser Solteiro no Rio de Janeiro, mas o nome da cidade foi retirado para diminuir a conotação bairrista) para Mais Uma Vez Amor.

A maior qualidade deste longa é ter dois protagonistas carismáticos e com química entre si. A bela Juliana estréia no cinema com o mesmo jeito moleca de sua personagem em Celebridades, e a sua sensualidade inata. Já Stulbach mostra-se muito mais à vontade com um papel bem melhor do que em Viva Voz.

Se os mais de dois milhões de espectadores que viram Sexo, Amor e Traição (2004) não tiverem nada mais urgente para fazer, Mais uma Vez Amor tem tudo para superar essa marca. Afinal, além de ser uma comédia romântica, o filme de Rosane Svartman é superior ao de Jorge Fernando. Não que isso seja alguma espécie de grande feito. Não é preciso muito esforço para fazer algo mais simpático, com algum conteúdo e bom gosto do que a comédia estrelada por Malu Mader e Murilo Benício.

Alysson Oliveira


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