Diário de uma Louca

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Helen é a mulher de um premiado advogado de Atlanta. Porém, ele a coloca para fora de casa aos pontapés para viver com a amante. A moça procura ajuda de sua avó esquentada, que pensa em resolver tudo na pancadaria. Enquanto tenta reconstruir a vida, Helen encontra consolo em Orlando, um simples trabalhador que só quer fazê-la feliz.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

13/07/2005

Basicamente, o drama romântico-cômico Diário de uma Louca é dois filmes em um. Pena que nenhum deles valha o preço de um ingresso. Baseado numa peça teatral homônima de Tyler Perry, o longa tem roteiro e trilha sonora do dramaturgo, que também se aventura a fazer três papéis - todos muito mal, diga-se de passagem.

O filme tem um propósito claro: difundir os ensinamentos cristãos. Fosse simplesmente um drama romântico, Diário de uma Louca não traria nada de novo, não revigoraria o gênero, mas também não ofenderia. É exatamente isso o que acontece quando entra em cena o elemento ‘comédia escrachada’. O lado dramático conta a história de Helen (Kimberly Elise, de Sob o Domínio do Mal) é há 18 anos a esposa de um premiado advogado de Atlanta. Porém, depois de uma festa, ele a põe fora de casa – literalmente. Após colocar a sua amante – com quem tem dois filhos – no lugar de sua mulher dentro da mansão onde mora, ele arrasta Helen pelos cabelos e a joga no jardim.

Para a sorte dela, lá estava Orlando (Shemar Moore), contratado para levar em seu caminhão as roupas de Helen para onde quer que ela fosse. De início os dois brigam (mas logo depois fazem as pazes e muito mais), e ela chega a expulsá-lo do caminhão, indo sozinha para a casa da avó Medea (Perry), que não vê há anos. Nada de novo, nem de anormal até então. O que segue depois também não traz nada de novo – mas tem muito de anormal.

A avó é interpretada por Perry, que se traveste de velha gorda, boca-suja e esquisita de uns 80 anos. Uma espécie de Vovozona piorada. O dramaturgo/roteirista/compositor/ator/difusor-dos-ensinamentos-cristãos não se contenta com um só personagem e também encarna o tio (irmão da avó) e o primo advogado (esse, sem maquiagem). Desde a década de 90, Perry tem feito um sucesso considerável com seu público alvo: cristãos afro-americanos. Com peças simples e de mensagem edificante, ele conta histórias de pessoas que encontraram em Jesus Cristo – e na igreja – uma nova razão de viver, trazendo assim inspiração para a platéia além de um conforto bíblico.

Seguindo as duas linhas, a mulher abandonada e a avó sem vergonha, Diário de uma Louca tenta trazer humor, crítica social e reflexão religiosa sem conseguir sucesso em nenhum. O humor patético e vulgar nada oferece para agradar qualquer um com o mínimo de bom gosto. Nem escatologias como American Pie e A Família da Noiva carregam tanto na vulgaridade. Uma crítica social aparece numa sub-trama descartável, envolvendo o advogado de Perry e sua mulher viciada.

Já a crítica social anda de braços dados com a reflexão religiosa – ou melhor, o recrutamento religioso. Diário de uma Louca, como a maioria dos filmes feitos para os afro-americanos, tem seu clímax numa igreja ao som de música gospel, onde não apenas um, mas dois milagres acontecem. Mas a grande lição vem quando Helen aprende que o perdão pode ser mais gratificante do que a vingança – mas isso só se ela se perdoar primeiramente.

Por ser um filme que fala de minorias e para minorias, estranha-se que Diário de uma Louca não perca também a sua chance de humilhar outras que estão abaixo na cadeia alimentar. Nesses tempos de (in)tolerância, assusta uma das músicas cantadas no coro da igreja dizer ‘não ouço o chamado de Maomé, nem de Buda/Mas o de Jesus”. Em suas entrevistas, Perry diz que seu filme é um ‘tributo aos poderes de Deus’. Pode até ser verdade, mas que o Todo Poderoso merecia uma homenagem de mais bom gosto, isso Ele merecia.

Os créditos sobem enquanto são mostrados os erros de gravação, mas é pouco provável que algum desavisado, que entrou na sala por acidente, fique para vê-los. Afinal, conseguem ser tão infames e ofensivos como o que já foi visto antes.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 01/02/2012 - 14h28 - Por eunice não concordo achei um filme q mostra a transformação de uma mulher abandonada por seu marido e consegue achar um outro amor.
  • 12/07/2012 - 19h08 - Por gilda silveira andrade adorei esse filme, deveriam fazer mais filmes assim
  • 12/12/2012 - 12h13 - Por jéssica amooooo esse filme, quem canta aquela musica da parte do culto na igreja? eu quero muitooooo
  • 29/03/2013 - 16h58 - Por monica alves macedo eu ja vi o filme mais de dez vezes, ele é muitooo bom. queria muito saber o nome da musica que é cantada no coral da igreja.
  • 08/06/2013 - 21h06 - Por Stephanie Eu amooo de paixão esse filme, e também sou mais uma das que nessecitam do nome da música que o coral e a Debrah cantam na cena da igreja!!!
  • 27/07/2013 - 05h23 - Por Garcia Regina Nossa eu adoro esse filme e todo o elenco são ótimos,Tyler Perry e muito bom no que faz,ele e um artista completo.
  • 07/03/2014 - 16h54 - Por Fernanda NÃO CONCORDO COM A CRÍTICA, FALAR QUE É PIOR QUE AMERICAN PIE...NOSSA!NÃO EXISTE FILME PIOR QUE AQUELE, BOM, MAS COMO GOSTO É GOSTO..E ME DESCULPE MAS O FILME NÃO É VULGAR,NA VERDADE A ATITUDE DE HELEN É MUITO NOBRE E BONITA,MAS QUE NA VIDA REAL POUCOS TERIAM,NEM MESMO EU.
  • 24/02/2015 - 17h33 - Por rose Acredito q uma das profissões mais ridículas são as q só apontam defeitos dos outros. Gostaria muito de assistir um filme feito por tais Pessoas, os "Críticos" tem que aprender rever seus conceitos. O q seria do Azul, se não fosse o Branco. Isso se chama "Gosto" tenho certeza que muitos gostaram. Vocês são simplesmente Ridículos.
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