O Virgem de 40 Anos

Ficha técnica

  • Nome: O Virgem de 40 Anos
  • Nome Original: The 40 Years Old Virgin
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2005
  • Gênero: Comédia
  • Duração: 117 min
  • Classificação: 16 anos
  • Direção:
  • Elenco:

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Sinopse

Andy tem 40 anos e trabalha numa loja de eletrônicos. Ele tem 40 anos e é virgem. Seus amigos resolvem ajuda-lo a perder a virgindade, quando ele se apaixona por uma mãe solteira.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

20/09/2005

Uma olhada mais atenta à comedia O Virgem de 40 poderá ser bastante informativa ao espectador. Por meio das mais grotescas piadas, mais sujos palavrões e mais desagradáveis situações, chega-se à conclusão de que o cinema comercial perdeu o controle, distribuindo o que há de pior em matéria de humor. Se houvesse, nesse contexto, um indicador entre 0 a 10, em que zero fosse diversão e dez representasse a mais perfeita tradução da idiotice anódina, este filme conquistaria facilmente um 12.

Nada salva esta produção que encontra na escatologia e no humor de boteco seu argumento principal. O protagonista passa grande parte do tempo excitado, situação em que é capaz de urinar em si mesmo, seus amigos tratam qualquer figura feminina como privadas humanas e os demais personagens apenas confirmam os mais cínicos estereotipo sociais e culturais que se podem usar em uma produção desse gênero.

Tudo começa quando Andy acorda (excitado e bem disposto) para mais um dia de trabalho. No entanto, este será o dia em que seus colegas de trabalho descobrirão que depois de algumas tentativas fracassadas, Andy, ainda virgem, prefere o celibato ao escrutínio e deboche. Solidários, a trupe de abobados começam a dar uma série de aulas sobre como se portar quando conhece uma mulher. Dicas bastante fáceis de seguir como, em uma festa, vá atrás da mulher mais bêbada. “E não estamos falando de alegres, mas daquelas com a cabeça pendendo para um lado, quase vomitando”, resume um dos personagens.

Embora as lições estejam sempre acompanhadas de situações práticas (entre elas uma menina bêbada que vomita no protagonista), Andy não consegue chegar lá. No entanto, ele se esquece de seus fracassos ao se apaixonar pela adorável Trish, interpretada pela atriz Catherine Keener (A Intérprete, Quero ser John Malkovich) – uma das surpresas desta produção.

O que se pode pensar no final da sessão é que o diretor Judd Apastow, conhecido por algumas séries humoradas televisivas, aproveitou este filme para destilar todo o humor grosseiro que seria proibido na TV. Para isso, uniu-se aos seus amigos humoristas de segundo escalão (Steve Carell, Paul Rudd, Romany Malco e Seth Rogen) para protagonizar sua história mirabolante. São eles os responsáveis pelas mais nauseantes cenas da cinematografia atual.

Apesar de tudo, o filme é um sucesso nos Estados Unidos, onde há semanas está entre as maiores bilheterias. Fato que pode provar dois pontos fundamentais: ninguém perde dinheiro subestimando a inteligência do americano médio e ninguém parece se cansar do mesmo tipo de anedota.

Rodrigo Zavala


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