Juízo

Ficha técnica

  • Nome: Juízo
  • Nome Original: Juízo
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2007
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 90 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Maria Augusta Ramos
  • Elenco:

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País


Sinopse

O dia-a-dia no Tribunal da Infância e Juventude e nas instituições para menores infratores é o tema deste documentário. Ao longo do filme, são mostrados diversos casos de menores infratores e sua relação com a lei.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

13/03/2008

No documentário Justiça – Um Choque de Realidade (2004), Maria Augusta Ramos filmou os corredores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em seu novo filme, Juízo, a documentarista volta suas lentes para o Tribunal da Infância e Juventude e instituições para menores infratores da mesma cidade. Mais uma vez, o resultado é contundente.

Para filmar os processos, Maria Augusta não podia mostrar o rosto dos réus por conta da lei que proíbe a exposição de menores de idade. Para driblar esse problema, ela se valeu de uma espécie de encenação. As audiências foram gravadas com os verdadeiros acusados, porém, depois as falas deste jovens foram reproduzidas por pessoas da mesma idade recrutadas em favelas do Rio. Na montagem final, combinam-se as falas dos juízes, pais e promotores – sem nenhuma encenação – e os momentos recriados.

O resultado final causa estranheza, apesar de parecer bem natural. Os jovens que vemos na tela não são os mesmos que foram acusados ou que disseram aquilo que estamos ouvindo. É preciso, então, superar esse detalhe para poder entrar nas questões levantadas por Juízo.

Quem participa da maioria das audiências é a juíza Luciana Fiala de Siqueira Carvalho. Jovem e enérgica, ela transita entre um lado mais ‘durão’ e outro maternal. Ciente de que as instituições estão defasadas e que tantas vezes mais atrapalham do que ajudam na recuperação de um menor infrator, ela parece estar de mãos atadas.

Os casos que passam pela sala da juíza são os mais variados, desde roubo de bicicleta até assalto a turistas. Porém, todos parecem pequenos diante do rapaz que matou o próprio pai que o espancava sistematicamente. É o momento mais pesado de Juízo. Vendo-se diante de ym caso mais complexo, a magistrada abranda a ironia que ela mostrou anteriormente. “Essa marca vai ficar em você, qualquer que seja a decisão que eu vá tomar aqui”, diz ela ao menor.

Mais tarde, surgem outros casos não tão graves, mas que ainda assim servem para mostrar como a justiça ainda é cega e o Brasil cheio de problemas sociais. Uma garota, a quem é dado o direito de perdão, prefere ficar trancada numa instituição a voltar para casa. Outro rapaz fugiu no dia em que ia receber a liberdade condicional – ninguém havia lhe explicado o que aquilo significava. Até a juíza não contém o riso diante da ironia da situação. Ele seria um infrator em liberdade dentro da lei, mas tornou-se um fugitivo.

Alysson Oliveira


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