Evocando Espíritos

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Sinopse

Para ficar mais próximos do hospital onde o filho faz tratamento contra o câncer, família se muda para Connecticut. Mais tarde, descobrem que o casarão onde moram é assombrado.


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Crítica Cineweb

16/04/2009

Casas mal-assombradas são algumas das principais fontes para roteiros de filmes de terror. O gênero está repleto de produções em que os personagens passam por um verdadeiro calvário ao enfrentar toda a sorte de aparições demoníacas, como em Terror em Amityville (de 1979) e Poltergeist (1982), para falar apenas dos mais célebres.

Por essa razão, a torrente de tramas que deságuam no cinema costumam pecar pela falta de originalidade. Do que se viu nos últimos anos, com raras exceções, como Os Outros (do competente diretor chileno Alejandro Amenábar), parece haver uma repetição de velhas fórmulas, já saturadas.

Ainda assim, é possível encontrar histórias que, se não são excelentes, pelo menos estão acima da média. Este é o caso de Evocando Espíritos, que se baseia em uma história supostamente verdadeira, ocorrida na cidade de Southington, em Connecticut (EUA), relatada pela família Snedeker.

Tudo começa quando a família, que no filme se chama Campbell, vai morar numa casa que, anos antes, foi sede de uma funerária. A despeito das crendices suspeitas que circulam, e pelo baixo custo do aluguel (como todas as casas infestadas por fantasmas), a família decide ficar no local.

Logo ao chegar, o jovem Matt (Kyle Gallner) começa a sentir as estranhas presenças na casa. O adolescente está em meio a um tratamento experimental contra câncer, que pode colateralmente produzir alucinações. Por isso, ele não conta a sua mãe Sara (Virginia Madsen, de Número 23) nada sobre o que vê.

Aos poucos, o espectador começa a perceber que os antigos donos da funerária faziam mais do que preparar os mortos para o enterro. As visões de Matt passam a ser os últimos dias do jovem Jonah (Erik J. Berg), que participava das mais assustadoras práticas de satanismo realizadas dentro da casa.

Com um bom elenco, Evocando Espíritos equilibra-se bem entre o drama familiar e o terror. O filme perde, porém, em seu desfecho exagerado e confuso. Esperava-se mais do roteirista Adam Simon, diretor de The American Nightmare (2000), documentário que analisa como os filmes de terror das décadas de 1960 e 1970 se refletiram na sociedade americana.

Para quem quiser conhecer o verdadeiro relato sobre a família Snedeker, além de documentários de TV, pode procurar o livro In A Dark Place: The Story of a True Haunting (1992, sem tradução para o português), de Ray Garton. A saber, o próprio autor nunca acreditou na história.

Rodrigo Zavala


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