Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo

Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 27 votos

Vote aqui


Locais de filmagem


Sinopse

Um príncipe se une a uma princesa inimiga para juntos impedirem que um tirano comece uma tempestade de areia que pode destruir o mundo.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

01/06/2010

Quando a ficção entra no campo da história oficial, nada impede que toda uma cultura seja reformulada para não desmentir o roteirista. Não diminui a legitimidade do filme, nem propriamente é prejudicial ao próprio povo selecionado para os caprichos de quem cria a trama. O limite é a clareza sobre o que se vê na tela.   
 
Príncipe da Pérsia pode ser percebido como um exemplo disso. Já no início, enumera os feitos do grande império persa, para situar no tempo e espaço o espectador em uma fantasia repleta de engenhosos efeitos especiais.
 
O rei da Pérsia em questão é Sharaman (Ronald Pickup), um líder nato que tem como conselheiro seu irmão, Nizam (Ben Kingsley, de Ilha do Medo). Fictício, como todo o filme (exceto a apresentação), o rei é pai de dois filhos Garsiv (Toby Kebbell, de RocknRolla) e Tus (Richard Coyle, de Um Bom Ano), o príncipe herdeiro.
 
No entanto, a família apenas se completa quando o rei adota Dastan, uma criança maltrapilha, que demonstra coragem e sabedoria ao defender um colega de rua. Como diz o narrador, ele é um predestinado e será decisivo para a história dessa civilização.
 
Depois de 15 anos, Dastan (agora, interpretado por Jake Gyllenhaal, de “O segredo de Brokeback Mountain”) se vê em meio a seus irmãos e tio numa difícil escolha: invadir ou não uma cidade sagrada que, segundo um espião persa, vende armas para os adversários de seu povo. Vencido no voto, o protagonista entra na cidade e captura a princesa Tamina (Gemma Arterton, de Fúria de Titãs).

No entanto, ela guarda um segredo, uma adaga que tem o poder de voltar no tempo. O artefato cai nas mãos do herói que, graças a um complô, é acusado de matar o próprio pai adotivo. Dastan e Tamina fogem para iniciar a jornada que selará o destino de ambos.  
 
Com uma história confusa e repleta de pontos de interrogação, “Príncipe da Pérsia” é uma produção cujo valor cosmético é maior do que o entendimento claro sobre o que se passa nas cenas. Com lutas bem coreografadas, imagens rápidas e com pontos de humor assertivos, o final da projeção, porém, provoca questionamentos quase risíveis.

Um exemplo prático é o de Amar (Alfred Molina, de Educação), uma espécie de comerciante ilegal que, em determinado momento do filme. afirma haver terças e quintas-feiras. Outro ponto de reflexão é a própria adaga, que necessita de uma espécie de areia divina para funcionar, inacessível aos humanos, mas de que a princesa possui até um refil.

É irrelevante a identidade do príncipe, que poderia ser persa ou de Marte, já que não há referências para sustentar a história. O diretor Mike Newell (de Amor nos Tempos do Cólera e Harry Potter e o Cálice de Fogo) se esforça, mas não consegue dar jeito no que já começou errado, a partir de um mau roteiro.

Com um heroi de aventura um tanto pobre (o primeiro de sua carreira), Jake Gyllenhaal sai também chamuscado desse deserto. O único que ri à toa mesmo é o produtor Jerry Bruckheimer, uma espécie de Midas em Hollywood (são dele as franquias Piratas do Caribe, Bad Boys e, na TV, os múltiplos CSIs), que pensa apenas em faturamento alto e rápido nas bilheterias.

Rodrigo Zavala


Comente
Comentários:
  • 04/06/2010 - 10h05 - Por Santos Péssimo comentário Rodrigo, será que você realmente assistiu o filme antes de redigir este texto! Porque não há nenhuma verdade a não ser a sinopse! Começando por colocar o nome do diretor no elenco, sendo que nunca atuou como ator a não ser em "One of the those days". E, foi um filme muito bem produzido, não houve lacunas conforme informado acima, e sim, houve informação até demais, para entendimento de quem nunca jogou o jogo no vídeo game! Melhoras!
  • 04/06/2010 - 13h51 - Por Armando Funari O que Rodrigo Zavala deixa de considerar e transmitir ao leitor Cineweb é que o filme é uma adaptação de uma franquia clássica do mundo dos jogos, Prince of Persia. A franquia remonta aos tempos em que os monitores de computador ainda eram em preto e verde. A história do filme, particularmente, é baseada em uma das edições da franquia que leva o mesmo nome do filme (Prince of Persia: The Sands of Time, lançado em 2003). Essa é uma informação relevante ao leitor que considera assistir ao filme. O mínimo que se espera de alguém que vá fazer a crítica de um filme é uma pesquisa rápida (0,21 segundos, no Google) para não cometer um equívoco primário como este. Quando Rodrigo critica a falta de rigor histórico do filme o faz apenas por total desconhecimento de que se trata de uma adaptação de jogo para o cinema. A proposta, desde o começo, não é o rigor histórico. Enquanto adaptação do mundo dos jogos, o filme é bastante razoável, com preocupação técnica de reproduzir não apenas personagens, mas principalmente a movimentação e o estilo do personagem principal, Dastan. Tal qual na versão para os consoles, o herói salta longas distâncias, caminha pelas paredes e realiza outras proezas acrobáticas, dando uma sensação de nostalgia a qualquer um que já tenha passado algum tempo com o jogo. Um fator limitante ao filme talvez tenha sido a participação dos estúdios Disney na produção, transformando a atmosfera da história para melhor servir à sua tradição de entretenimento familiar, criando situações e personagens cômicos e evitando cenas mais sangrentas ou de nudez (não que as cenas de violência não estejam no filme). Achei uma experiência satisfatória enquanto filme e uma boa adaptação cinematográfica de um jogo, superando outras franquias de relativo sucesso no cinema como Tomb Raider ou Mortal Kombat.
  • 07/06/2010 - 15h47 - Por Lincoln Oliveira Caro Rodrigo Zavala

    O filme trata de uma adaptação de uma série de jogos eletrônicos de ação-aventura que foi criada por Jordan Mechner. Possuindo vários títulos, em 2003 a Ubisoft lançou uma continuação intitulada %u201CPrince of Persia: The Sands of Time%u201D.
    Apesar de adotar o gênero de plataforma em 2D em seus primeiros jogos, a série evoluiu para jogos tridimensionais de ação-aventura.
    Embora o diretor não tenha sido fiel as historias do jogo, ele foi fiel em transportar a jogabilidade para o personagem, sem falar do figurino e do modo de combate que foi exatamente o que o fan do jogo esperava encontrar.
    Sobre as pontas soltas do filme, elas vem do jogo tal como em Sin City ou Spider-man onde os detalhes do filme só ficam realmente claros para os que conhecem o gibis.
    Para os telespecatores que conhecem o jogo, sua trama e historia o filme foi sim um ótimo filme.

    Então Rodrigo Zavala, antes de sair digitando asneiras, faça-nos o favor de refletir sobre o que escreve.z
  • 12/06/2010 - 23h31 - Por Diogo É realmente um filme terrível. Roteiro bobo. Cheio de clichê. Não importa se partiu de um videogame ou de um livro. Como filme, não funciona. É ruim mesmo.
  • 14/06/2010 - 12h54 - Por Bruno Santos pouco importa se o filme é uma adaptação do que quer que seja! Filmes são uma demonstração de arte, têm que ser tratados com respeito, assim como convem tratar com respeito a inteligência de quem os vê. Entretenimento sem cérebro, é uma grande perda de tempo, além de uma forma produzir criaturas acéfalas, que depois ficarão horas comentandando as cenas e deslumbrando-se com peripécias sem qualquer conteúdo. Pode funcionar para as faixas etárias até os 11 anos. Ou não. Prefiro indicar aos meus sobrinhos coisas com melhor conteúdo.
  • 28/06/2010 - 22h31 - Por Alex Lefevre Arte é arte, video game é video game.
  • 01/07/2010 - 21h48 - Por Flavia Eu nao sei porque ainda leio criticas. Nunca concordo com elas. Os bons sao ditos ruins, os ruins sao bons. Parece que a critica esta sempre preocupada é em parecer culta ou "sabia" demais para o cinema. Assino embaixo o que disse o Armando. Qualquer um que tenha tido o prazer de jogar Prince of Persia se sente totalmente satisfeito com o filme, diferentemente do que senti com Resident Evil, por exemplo. Justamente isso: a preocupaçao com a fidelidade dos movimentos e personagens do jogo é incrivel! Me desculpe quem acha que cinema tem que ser sempre um punhado de aula sobre historia, filosofia e geografia. Por que assistem se nao gostam do genero? Ah, faz favor!Salve às diferenças! So nos enriquecemos culturalmente com a possibilidade de conhecermos e respeitarmos outros generos. Que pena que "algumas" crianças nao poderao desfrutar de coisas que condizem com a idade deles, como com a de qualquer uma. Quando vou ao cinema vou me divertir... quer aula de historia? vai a uma biblioteca! Tenho certeza que o filme foi produzido especialmente para os velhos fas do "game" e estes, aposto, estao satisfeitos. Objetivo alcançado.
    Outra coisa... Jake Gyllenhaal deve estar rindo à toa sim! Protagonista de um sucesso de bilheteria... Qual ator nao quer? Que venham outros!
    Ah! E quem foi que disse que video game nao é arte?
Deixe seu comentário:

Imagem de segurança