Dzi Croquettes

Dzi Croquettes

Ficha técnica

  • Nome: Dzi Croquettes
  • Nome Original: Dzi Croquettes
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2009
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 110 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Raphael Alvarez, Tatiana Issa
  • Elenco:

Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 6 votos

Vote aqui


País


Sinopse

A trajetória do irreverente grupo artístico dos anos de 1970 que combinava teatro, música e muito colorido é o tema desse documentário, que traz depoimento de personalidades como Liza Minelli, Ney Matogrosso, Betty Faria e Marília Pêra.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

29/06/2010

Quem se interessava pelo cenário artístico brasileiro dos anos de 1970 certamente conhecia os Dzi Croquettes. Se não tinha ido a, ao menos, uma apresentação deles, sabia quem eram, pois eram sinônimo de vanguarda. Combinando teatro, música, dança, irreverência e escracho, os Dzi Croquettes deixaram a sua marca por onde passavam. No entanto, estranhamente, algumas décadas depois quase ninguém se lembra do grupo.
 
Dzi Croquettes, o documentário dirigido por Tatiana Issa e Raphael Alvarez, vai fundo na ascensão e desintegração do grupo de artistas que deixaram suas marcas até hoje no cenário cultural. Mais do que buscar razões para seu esquecimento, o filme, que estreia em circuito nacional, investiga o papel desses artistas no momento histórico-social do Brasil nos anos mais duros da ditadura militar.
 
Tatiana Issa conheceu-os pessoalmente quando criança. Filha do cenógrafo Américo Issa, ela cresceu ao próxima aos Dzi – como são conhecidos os membros do grupo. Esse lado pessoal traz um tom sentimental muito bem colocado no filme, que, em alguns momentos, é narrado em primeira pessoa. A codiretora, que assina também o roteiro, a produção e até fez câmera no filme, diz que, para ela, esses homens coloridos, cheios de purpurina e cílios postiços enormes eram “como palhacinhos que enfeitavam sua vida”.
 
As imagens de arquivo – algumas encontradas num canal de televisão alemão que filmou um espetáculo na íntegra em meados de 1980 – mostram porque eles eram fascinantes em suas apresentações, ao mesmo tempo bonitos, engraçados e irreverentes. Dzi Croquettes esmiúça a amizade desse grupo, que se transformou numa verdadeira família.
 
Eram os anos de 1970, o momento de manifestações, o auge da contracultura, o que favoreceu o surgimento do grupo. Mas a ascensão, certamente, como mostra o filme, não foi apenas o fruto de um momento propício. O filme sabiamente nunca destaca uma única figura, mas mostra os Dzi como um todo, investigando um a um seus membros, suas trajetórias e trazendo depoimentos daqueles que ainda estão vivos.
Além deles, atrizes como Marília Pêra, Maria Zilda e Claudia Raia contam suas experiências com eles. Um dos depoimentos mais calorosos é da cantora e atriz norte-america Liza Minelli, uma espécie de madrinha do grupo. Graças a ela, os Dzi tomaram Paris, transformando-se num grande sucesso na capital francesa, onde são lembrados até hoje.
 
A influência deles está presente em nossa cultura até hoje, seja nas figuras que trabalharam com eles, como Miguel Fallabela e Jorge Fernando, mas também no vocabulário – é deles, por exemplo, a origem da palavra “tiete”. Membros originais do grupo, Claudio Tovar, Ciro Barcelos, Bayard Tonelli, Rogério de Poly e Benedito Lacerda relembram seus dias de Dzi e o que o grupo representou para a cultura brasileira.
 
Para algumas gerações, assistir ao documentário Dzi Croquettes é um mergulho num passado quase inimaginável – uma época de deboche, irreverência e criatividade. Para quem conheceu o grupo, o filme é uma viagem nostálgica no tempo. Premiados em diversos festivais – entre eles a Mostra Internacional de São Paulo e o Festival do Rio – o filme de Tatiana e Alvarez é uma celebração do espírito artístico indomável, da força e a beleza que existe na arte de contestar com bom humor.

Alysson Oliveira


Comente
Comentários:
  • 10/07/2010 - 18h33 - Por Maurício Eu fui assistir este filme no festival de documentário - pessoal é IMPERDÍVEL. Documentário riquíssimo e interessantíssimo dos anos 70, fundamental para entender a evolução do comportamento gay, a repressão militar, a sociedade e política da época. Os personagens, a história, grudei os olhos até o último minuto... NÃO PERCAM!!
  • 19/08/2010 - 11h13 - Por Lúcia Maria Rodrigues dos Santos Só faltou cenas da Paulette dançando com Sonia Braga em Dancing Days, Depoimentos da Sonia Braga, e algumas coreografias de aberturas de novelas e etc. Estou certa????Rr
Deixe seu comentário:

Imagem de segurança