X-Men: Primeira Classe

X-Men: Primeira Classe

Ficha técnica


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Sinopse

No início dos anos de 1960, o Professor Charles Xavier abre uma escola para jovens com super poderes. Entre eles, está Erik Lensherr, que se torna seu melhor amigo, e , mais tarde, inimigo.


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Crítica Cineweb

20/05/2011

Aqueles que acompanham a saga dos protagonistas de X-Men nos quadrinhos podem estranhar as soluções encontradas para explicar a origem dos personagens em “X–Men - Primeira Classe”. A versão dos fatos no cinema está bem longe da criada por Stan Lee e Jack Kirby (“X-Men #1”, 1963), ou de Jeff Parker (“X–Men - Primeira Classe”, 2006), fontes nas quais o roteiro escrito por Sheldon Turner (de “Amor sem Escalas”) e Bryan Singer (“X-Men” e “X-Men 2”) deveria beber.

Descontado esse fato, a adaptação dirigida por Matthew Vaughn (de “Kick-Ass- Quebrando Tudo”) traz às telas um vigoroso reinício para a franquia, reunindo acertadamente humor, drama, ação e efeitos especiais. Muito pela dedicação de Singer em criar uma boa história e as referências pop que o diretor espalha nas cenas.

Depois de uma apresentação inicial sobre a juventude de Charles Xavier e Erik Lensherr, futuramente o Professor X e Magneto, a trama avança para a década de 1960. Já adulto, Charles (James Mcavoy, de “O Procurado”) é um emérito pesquisador de genética, ao lado de sua irmã adotada, Raven (Jennifer Lawrence, de “Inverno da Alma”), a Mística.

Enquanto isso, Erik (Michael Fassbender, de “Bastardos Inglórios”) busca vingança contra Dr. Schmidt (Kevin Bacon), seu algoz durante a adolescência em um campo de concentração. Pelo que se vê na tela, foi o alemão que desenvolveu os poderes de Magneto.

As vidas dos personagens convergem quando a agente da CIA Moira MacTaggert (Rose Byrne) busca Xavier para ajudá-la a enfrentar um grupo de mutantes comandados por Sebastian Shaw. Em meio à Guerra Fria, o vilão pretende provocar um holocausto nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética, deixando o planeta arrasado para os mutantes. Como Sebastian Shaw é, no fim, o Dr. Schmidt, Erik se une à missão da CIA com o pretexto de matá-lo.
 
O problema é que o criminoso tem em sua companhia um poderoso time (Emma Frost, Azazel e Maré Selvagem) e Xavier precisa encontrar uma equipe para combatê-lo. Esse é o tal início dos X-Men, quando são recrutados os jovens Hank McCoy (Fera), Alex Summers (Destrutor), Angel Salvadore (Angel), Sean Cassidy (Banshee), Armando Muñoz (Darwin) e, claro, a Mística.   
 
Quem conhece o mínimo da história original já pode ver, aí, os fatos discrepantes. Um dos exemplos é a presença de Alex Summers, irmão mais novo de Ciclope, que até então sequer nasceu. Mas não se trata de um erro. Bryan Singer assumidamente reinventa as origens do universo X-Men, à revelia dos fãs de quadrinhos, como já havia feito nas primeiras adaptações ao cinema.

O resultado, no entanto, é engenhoso e traz bons dividendos à bilionária franquia. Vaughn consegue levar bem a narrativa, ajudado pelo bom elenco, em especial James Mcavoy e Michael Fassbender, orientados a dar nuances pessoais aos seus personagens.
 
Patrick Stewart e Ian McKellen, que interpretaram o Professor X e Magneto anteriormente, eram presenças certas no filme (como ocorre com Hugh Jackman, o Wolverine). Mas a ideia foi rejeitada pelos produtores com a justificativa de que esta nova trilogia nada tem a ver com suas antecessoras e era melhor não misturar os canais. Enfim, tal como na natureza, em Hollywood nada se cria, tudo se transforma.

 

Rodrigo Zavala


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Comentários:
  • 03/06/2011 - 18h16 - Por Wagner Lima Espero que não esteja uma m!@#$% como a descabida trilogia anterior que, no máximo adotou os mesmos nomes, à versão original dos quadrinho ou até mesmo desenhos.
    Nossa mãe, e a vampira então, mas parecia a Jubileu fundida a um EMO.

    Já vi que tem até personagens que não deveriam existir na história, mas, fazer o que? Só espero que não seja um lixo cinematográfico como os antecessores.

    BOA MATÉRIA!
  • 04/06/2011 - 12h50 - Por Marcos Faria Assisti o filme no dia da estreia, e é fantastico, com certeza o melhor filme dos x-men ja lançado.Espero que faça muito sucesso para que a serie continue!!!
  • 04/06/2011 - 17h37 - Por Ana Paula Rodrigo, quem não viu os anteriores consegue acompanhar este filme? Pois ouvi falar muito bem dele, ao contrário dos anteriores, e, confesso, fiquei curiosa. Abraços!
  • 05/06/2011 - 01h18 - Por Marcos Nunes Excelente trama e bons atores. Concordo que é um novo fôlego à franquia que ainda pode trazer muita coisa boa pela frente. A ambientação na década de 60 também e a escolha dos efeitos especiais foram muito acertadas. E, embora conheça a história em quadrinhos e tenha visto discrepâncias, não senti incômodos com as inovações do diretor.
  • 08/06/2011 - 14h03 - Por Rodrigo Zavala Ana Paula, Não é preciso ver nada antes. Basta conhecer o mínimo do que se trata o universo X-men e seus mutantes. Como é o começo de uma nova trilogia, conhecer demais é até prejudicial.
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