Lanterna Verde

Ficha técnica


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País


Sinopse

Pouco depois de testar um caça, um piloto arrogante, Hal Jordan, começa a sentir o que nunca sentiu: medo. Logo mais ele terá contato com um alienígena, que lhe passa um anel, que lhe permite ter superpoderes, e uma perigosa missão.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

12/08/2011

O que esperar de um super-herói que fracassou em sua missão? Não, ele não fracassou em impedir que a Terra fosse dominada por alienígenas hostis ou destruída por um arquivilão. Ele apenas não conseguiu que suas aventuras no cinema rendessem tanto dinheiro como esperavam os produtores. Ele será aposentado? Não, ele terá uma segunda chance, com aventuras mais “ousadas e sombrias” e novos efeitos especiais.
 
Os poderes dos espectadores são mais fortes que criptonita, mas Hollywood não desiste facilmente de receber o retorno de seus investimentos. E o devedor é Lanterna Verde, super-herói da DC Comics, cujas aventuras não conseguiram ainda recuperar os US$ 200 milhões investidos pelos produtores. O filme faturou nos Estados Unidos apenas US$ 114 milhões. Comparado com outros heróis saídos dos quadrinhos, o fraco desempenho de Lanterna Verde diverte seus inimigos.  
 
O personagem, Hal Jordan, vivido pelo ator Ryan Reynolds, é um piloto de provas arrogante, filho de outro aviador morto em um acidente aéreo. Ao testar até o limite um novo caça, passa a sentir sintomas estranhos, com a imagem do pai insistindo em voltar à sua memória. Ele, que sempre foi destemido, repentinamente se sente inseguro e amedrontado. Travado em suas ações, consegue com dificuldades ser ejetado do aparelho, antes da queda.
 
Arrasado, Hal não consegue explicar à sua parceira de provas o que aconteceu. E começa a duvidar de suas habilidades. Pior, sente que o medo está tomando conta de suas emoções.
 
Em outro planeta, uma legião de protetores do universo, conhecidos como Lanternas Verdes, se depara com um poderoso inimigo, Parallax, que se fortalece com a energia de cor amarela gerada pelo medo. Fica tão poderoso que os Lanternas não conseguem contê-lo com sua arma poderosa, um anel que emite uma energia esverdeada.
 
Ao fugir de Parallax, a nave do líder dos Lanternas Verdes cai na Terra. Gravemente ferido, ele precisa escolher um humano corajoso a quem passará o anel e a difícil missão de se juntar aos demais Lanternas para barrar Parallax. E o eleito é o piloto, que demora a entender os motivos de sua escolha, pois não se considera à altura da missão.
 
Os novos poderes do herói, adquiridos com o uso do anel, são traduzidos em efeitos especiais curiosos, mas que se tornam chatos com a repetição. A luz emitida cria objetos insólitos e verdes usados pelo personagem como armas de proteção e defesa. Ao tentar impedir a queda de um helicóptero, por exemplo, o anel cria um carro e uma pista que conduzem a aeronave a um pouso mais seguro durante uma festa com dezenas de pessoas.
 
Resta saber se a luz verde atrairá os brasileiros aos cinemas e dará sua contribuição para que a bilheteria local ajude a reduzir o prejuízo. Os produtores precisam de muitas notinhas verdes para deixar de sorrir amarelo.
 
O filme estréia em cópias convencionais e 3D, legendadas e dubladas.  

Luiz Vita


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Comentários:
  • 19/08/2011 - 18h14 - Por abel nao e tao ruim assim, so estamos com overdose de superherois.
  • 20/08/2011 - 14h32 - Por marcos faria nao gostei do filme, porque é muito fraco e com uma historia super previsivel e um final nada empolgante.
    era um filme com potencial mas que se preocupou apenas em efeitos especiais e esqueceu do conteudo.
  • 30/08/2011 - 21h57 - Por Marcos Também concordo que o filme tem excelentes efeitos especiais, mas a história é fraca e nada empolgante.
  • 11/09/2011 - 06h31 - Por Sérgio Pensando apenas nas notas verdes e nos sorrisos amarelos, o infeliz autor da crítica acima se esquece de que, para escrever uma crítica, se deve conhecer o que está sendo criticado.
    Claro que o texto traz como foco o fiasco financeiro do filme, que até agora rendeu prejuízo a seus produtores, mas o próprio filme também é tema do texto, e não fazer sua analise, apresentando apenas uma visão superficial, é algo triste de se ver num texto de um canal tão reconhecido como o Cineweb.
    Além disso, o autor do texto, ao invés de utilizar-se apenas de dados de um gráfico comparativo, poderia ter se arriscado, por exemplo, a tentar uma real analise do filme em nosso contexto cinematográfico atual, talvez já saturado por tantos filmes de super-heróis lançados nos últimos anos.
    Em tempo, posso dizer que se trata de um bom filme, que trabalha a bela metáfora da coragem do herói, na batalha não apenas do bem contra o mal, mas do medo contra a vontade, um tema necessário ao momento histórico atual. Pode ser uma história simples, mas não é, em sentido algum, fraca, sendo muito relevante para o mundo sem mitos em que temos vivido.
  • 13/09/2011 - 09h21 - Por luiz vita Caro Sérgio,

    O infeliz autor da crítica sou eu. Provavelmente eu tenha ficado mais infeliz por ter assistido a um filme tão ruim, um dos piores que vi em minha vida. Acredite, fui condescendente com o filme, pois costumo ser mais tolerante com adaptações cinematográficas em quadrinhos. Sou apaixonado por histórias em quadrinhos, das quais sou leitor voraz há 42 anos. Na minha estante elas ocupam o mesmo espaço de clássicos da literatura. Coloco Will Eisner ao lado de Dostoievski e tenho certeza que o velho russo não se incomoda nem um pouco. Se você já leu obras dos dois, talvez entenda do que estou falando.

    O que não gosto, na verdade não suporto, é adaptação mal feita de uma HQ, que é o caso aqui. Não tenho grande simpatia pelo personagem original, mas também não tenho nada contra ele. Me é indiferente. Existem personagens mais profundos, que me interessam mais.

    Aqui, o personagem é tolo, a história é tola e o final bisonho. Falei no fracasso de bilheteria para mostrar que o próprio público a quem o filme se destina não foi ver o filme. De alguma forma ele percebeu que o filme não merecia a perda de alguns dólares, principalmente nos EUA, onde a economia anda claudicante e espera um super-herói para salvá-la.

    Se você gosta do filme, ótimo. Ninguém precisa obrigar o outro a gostar do que gosta. Afinal, é na discussão das divergências que nascem boas ideias. Mas, para isso é preciso usar argumentos sólidos. Não basta classificar o crítico de infeliz. Não atire no carteiro se ele lhe traz más notícias.

    Abraço,

    Luiz Vita
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