Conan, O Bárbaro

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Sinopse

Depois de ver seu pai assassinado e sua aldeia dizimada, o pequeno Conan promete se vingar do inimigo. Décadas mais tarde, ele terá a chance de reencontrar o assassino e planeja dar o troco.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

14/09/2011

Conan é um homem de poucas palavras – para sorte de seu limitado intérprete, o havaiano Jason Momoa, das séries Game of thrones e Baywatch – e ação banhada com muito sangue. Conan, O Bárbaro, que estreia nessa sexta em cópias convencionais e 3D (ambas com opções de sessões dubladas ou legendadas), reinventa o personagem que foi levado ao cinema no começo dos anos de 1980 por Arnold Schwarzenegger, agora sob a direção de Marcus Nispel, cujo currículo inclui remakes de Sexta-feira 13 e O massacre da serra elétrica.
 
De um diretor cuja filmografia pouco se pode esperar, é uma surpresa que Conan seja apenas sem graça – poderia ser bem pior. A narrativa, assinada por três roteiristas, a partir do romance original de Robert E. Howard, não perde tempo com preâmbulos. O bebê Conan nasce de uma intervenção que parece ter sido uma das primeiras cesarianas da história, quando sua mãe, ferida e à beira da morte, pede ao marido (Ron Perlman) que corte seu ventre e retire o bebê, pois quer vê-lo antes de morrer.
 
Anos mais tarde, o garoto (Leo Howard) prova sua coragem e destreza ao matar e decapitar sozinho, um grupo de bárbaros mais bárbaros que os da sua aldeia – pois estes são capazes de organizar frases, enquanto os outros brucutus se comunicam apenas por grunhidos. Mas quando a aldeia é dizimada, Conan (agora Momoa) cai no mundo e se torna um mercenário, em busca de vingança.
 
Conan, O Bárbaro é uma espécie de versão de O Senhor dos Anéis feita para ser exibida no lugar de uma luta de MMA. Tudo se resume a pancadaria e sangue. Até a deslocada cena de sexo entre Conan e uma sacerdotisa puro-sangue, Tamara (Rachel Nichols), parece uma cena de luta.
 
O único humor do filme vem das poucas falas declamadas com certa pompa, como se fossem grandes profecias ou algo que o valha. E procurar alguma relação entre Conan e os acontecimentos do 11 de setembro de 2001 talvez seja dar crédito demais a um filme de pancadaria. Nesse sentido, o longa de Nispel cumpre o que promete, embora não vá além disso.
 
Leia também: Vamos grunhir no cinema?

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 16/09/2011 - 15h11 - Por Barbara Crítica totalmente insignificante, principalmente quando você mistura opnião pessoal, ops, no seu caso.
    Isso é triste.
  • 16/09/2011 - 22h52 - Por Marcelo Satch Acho que toda crítica de arte deve considerar o contexto de seu objeto de crítica.... Um filme de ficção, de uma história que retrata povos barbaros, ainda que fantástica, deve ser analisada sob esta ótica..... personagens devem ser mesmo de poucas palavras e se a violência era um meio de vida, não se deve criticar o fato de haver banhos de sangue - ora, era ssim que se vivia..... Estranho seria Conan se questionar sobre a fragilidade de seus inimigos, ou filosofar sobre o poder exercido por um tirano..... faça-me o favor, senhor crítico..... Se o ator consegue encarnar um personagem que é violento e consegue faze-lo bem, cumpriu seu papel..... É isso que o público espera em qualquer tipo de filme. Já gostar ou não do genero é outra coisa..... Talvez voce se sinta mais confortável ao criticar algo do expressionismo alemão, quem sabe vc não está no lugar errado........
  • 18/09/2011 - 12h27 - Por Otávio rs... Desde quando criticar um filme não envolve "opinião pessoal"? Sempre envolverá... Insignificante (e grosseiro) é o seu comentário.

    E sobre o filme só ter "Soc", "Tum", "Pof" por ser de "bárbaros", isso é uma bela bobagem, e a Antropologia mostra que esta é uma visão totalmente preconceituosa e etnocêntrica, que estendemos a povos que inclusive são contemporâneos à "sociedade ocidental". Nunca uma cultura é tão rasa assim como você sugeriu.

    Além disso, filmes como "Batman - O Cavaleiro das Trevas" mostraram que é possível fazer cinema hollywoodiano sem se resumir a 2 horas de pancadaria. Dá pra fazer um cinema hollywood mais inteligente.
  • 19/09/2011 - 20h52 - Por Vitor Achei a crítica imatura.
    Não há a ambição nessa produção tanto por parte dos produtores como do diretor e roteristas em filmar e entregar ao público uma obra de arte. Reduzir o universo do Conan a um senhor dos aneis com MMA é prova que o crítico não sabe nada de Conan (literatura fantástica "sword&sorcery" norte americana da primeira metade do século XX que DEPOIS virou HQ), não sabe nada de Tolkien e muito menos de MMA (que é um esporte que em nada lembra os golpes de espada no estilo poser do filme). Péssima comparação, chula...


    Querido Otávio,
    Sobre a questão do etnocentrismo vc está equivocado. Conan vive na FICTÍCIA CIMÉRIA, é um personagem muito mais próximo do conceito de bárbaro do D&D, do que por exemplo dos Hunos que eram chamados de bárbaros pelos romanos...Mas vc está completamente certo na sua frase final!!!
    Marcelo,

    É uma mera produção de ação com a seguinte fórmula: reboot ator em ascenção apelo sexual e violento = a lucro. Vamos ver a vendagem do filme, aí podemos dizer se é um sucesso ou não.


    Resumindo,
    Querido Alysson Oliveira, encaixe suas críticas dentro das pretenções do filme, criticá-lo por não ter profundidade é o óbvio. é a mesma coisa que falar que faltou perseguição de carros num filme do Wody Allen...

    Alguma das perguntas que eu acho que deviam ter motivado sua crítica:

    1- O roteiro faz jus a literatura de Robert E. Howard criador do personagem?
    2 - Em que patamar a produção se encontra comparada com a produção clássica dos anos 80?
    3 - O roteiro prende o espectador? Traz motivações suficientes para os personagens?
    4 - A participação dos atores?
    5 - Dentro do universo do filme, como são os efeitos especiais e o figurino?
    6 - A direção e a fotografia, transmitem o feeling do mundo fantástico de Robert E. Howard?

    Toda crítica é uma opnião pessoal, disso não se pode fugir, mas sua opnião deve ser melhor fundamentada...

  • 20/09/2011 - 21h18 - Por Otávio Oi, Vitor.

    Antes de tudo, quero esclarecer que minha crítica ao Marcelo se referiu à sua afirmação de que "a história retrata os 'povos bárbaros' (...) onde a violência era um meio de vida". Por isso eu disse que era uma visão etnocêntrica. Em nenhum momento eu disse que o filme era etnocêntrico.

    A pergunta, no entanto, que eu faço é: é possível adaptar em um bom filme um "bárbaro de D&D", sem cair num filme raso, com duas horas de pancadaria? A resposta que eu dei é: sim, é possível, daí eu mencionar o "Batman - O Cavaleiro das Trevas". Alguns poderiam me dizer que o Batman é um personagem com crises, com uma certa "profundidade psicológica", e sua trama é complexa, o que permite que ele seja explorado de forma mais profunda em um filme. Bom, das duas uma: ou o diretor dá mais "profundidade psicológica" ao "bárbaro do D&D" ou ele cria uma trama engenhosa que funciona bem com personagens "bem definidos", "não shakespearianos". Pra mim um ótimo exemplo de diretor para o último caso é o Tarantino.

  • 22/09/2011 - 01h34 - Por Vitor Otávio, entendi perfeitamente que vc não estava chamando o filme de etnocêntrico, só estava deixando claro...

    Sobre a sua comparação com Batman, eu repito: Acho q o plano dos produtores não foi esse, até pela escolha do crew em geral. Quando nosso ilustrísso crítico (que diga-se de passagem parece estar alhei à discussão) falou do diretor, ele pontuou muito bem, de um diretor limitado sairia um filme limitado.

    Li muitos quadrinhos do Conan, e já li as obras de Robert E. Howard e por mais que eu goste do Conan, eu acho que não vale o investimento. Talvez ele não tenha o apelo cult ou mesmo cool suficiente pra vender com o Batman.

    Aliás, tudo que eles querem é vender muitas vezes o investimento é baixo e com pouca pretensão de lucro mesmo, mas eles colocam uma música pomposa nos créditos e algumas pessoas acham que gastaram bem duas horas da sua vida...

    Quem bom que p nível de discussão sobre a crítica está superior a mesma!!

    PS: Momoa não é um ator limitado acho que ele mandou muito bem como Karl Drogo, mas o Conam é isso mesmo...

  • 22/09/2011 - 09h56 - Por Otávio Pode ser que de uma perspectiva de mercado o filme tenha cumprido seus objetivos: atingir determinada faixa de lucro. Neste sentido, concordo com você.

    Contudo, acho que no final das contas você e eu concordamos num ponto, assim como o Alysson: o filme é fraco. Ou pelo menos foi isso que eu concluí da sua afirmação: "ele [Alysson Oliveira] pontuou muito bem: de um diretor limitado sairia um filme limitado".

    Para que o filme tivesse mais qualidade (algo que, como você disse, poderia não ser uma grande preocupação do estúdio, pelas justificativas que você mesmo colocou) seria preciso melhorar a adaptação, agregando elementos que às vezes faz falta para um bom filme e nas "comics" não está presente (inclusive por ser outra linguagem artística).

    E não se engane: um bom filme tem a capacidade de ressucitar "personagens moribundos". O "Lanterna Verde" é outra droga e eu acho que a DC perdeu a chance de dar novo fôlego a um personagem que está longe de ser aclamado como sua "linha de frente", como o Batman que mencionamos.
  • 22/09/2011 - 11h40 - Por Vitor Otavio,

    O filme perde força nos cortes, acho que eu contei pelo menos uns 5 completamente sem noção...

    Outro aspecto que o filme poderia fazer era localizar melhor para o espectador a passagem de tempo e as localizações geográficas. Poderia até usar aquele recurso cliché do mapa aparecer na tela...

    No mais, os golpes poser e os vilões completamente previsíveis fazem parte da obra...

    A escolha do Momoa é óbvia, o cara tem o tipo físico ideal.

    Eu daria uma nota 6 enquanto o clássico de 82 ficariam com uma nota 7.


    Sobre a DC:

    Bom, pelo menos eles entregaram o Superman ao Zack Snyder pra não correr o risco...

    Abraços!
  • 22/09/2011 - 23h02 - Por Marcos Li a crítica e li alguns comentários e sinceramente não sei o que foi pior, alguns dos comentários estão criticando quem criticou o crítico!!!
    Da crítica - Quem critica tem que saber o que está criticando,e se faz isso profissionalmente tem a obrigação de pesquisar sobre o tema da crítica. Conan é isso: violência, sangue, sexo e poucas palavras (deixa para os feiticeiros e narradores). É isso que mantêm esse herói vivo até hoje. Se você quer criticar o filme porque a qualidade é baixa, a trilha sonora é uma porcaria, os atores são fracos etc, tudo bem, agora criticar o Conan porque ele sozinho acabou com um grupo de bárbaros, ou porque no filme não há humor! Faça-me o favor né!!!! Realmente está falando por falar, não sabe do que está falando.
    Dos comentários - Criticar com opinião pessoal é para pessoas comuns, na mesa do bar, no bate papo, no almoço etc. Quem critica por profissão (ganha para isso) tem a obrigação de ser imparcial, pesquisar sobre o tema da crítica, criticar o enredo, o ator, o diretor, a trilha sonora etc, mas não criticar o personagem ou o contexto onde ele está inserido, isso é para filósofos e psicólogos. Se o crítico mistura trabalho com emoção, ele perde o foco do seu trabalho, e passa a influenciar através do seu poder de penetração junto ao público. Se isso acontece ele não pode mais se considerar um Crítico e sim um COMENTARISTA.
  • 24/09/2011 - 17h33 - Por Otávio Marcos,

    O cinema possui uma linguagem específica, diferente das HQ's (ou seja, as artes diferem em relação à sua linguagem, algo trivial de ser dito, mas enfim).

    Talvez o "bárbaro-brucutu-que-mata-todo-mundo" funcione nas HQ's, mas uma boa ADAPTAÇÃO para o cinema precisa levar em consideração que a linguagem é outra e certos "desvios" são necessários. Isso não é nenhuma novidade: é só ver os filmes de super-herói e seus diversos elementos (narrativos, estéticos etc) que estão ausentes nas HQs (e vice-versa).

    Desta forma, a habilidade do diretor será determinante para o sucesso ou fracasso da adaptação. Vale abrir um parênteses para o fato de que não existe "a adaptação correta" (temos um Batman de Tim Burton interessantíssimo e outro, do Nolan, ótimo, porém são adaptações bastante diferentes).

    O Conan é FRACO porque é uma adaptação RUIM: 113 minutos de efeitos especiais e pancadaria.

    Em tempo: eu critico mesmo o pessoal mal educado que comenta aqui pois é muito fácil ser corajoso sendo anônimo. Falta de educação NÃO É liberdade de expressão: ao contrário, constrange e limita esta liberdade.

    Além disso, não existe "crítica imparcial" (a palavra "imparcial" é de dar calafrio, mas é impossível discutir um tema tão complexo aqui). Ademais, o crítico tem toda a liberdade para criticar o personagem uma vez que este pertence ao contexto narrativo do filme.
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