Uma professora muito maluquinha

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Sinopse

Cate volta para sua pequena cidade do interior cheia de novas ideias pedagógicas. Quando começa a dar aula para uma classe do primário, seus alunos a adoram e se divertem com seus métodos, mas isso desperta a ira das outras professoras.


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Crítica Cineweb

06/10/2011

De certa forma, o longa “Uma professora muito maluquinha” é uma espécie de releitura infanto-juvenil do já clássico O padre e a moça. Embora isso seja um mero detalhe que deve passar despercebido pelo público-alvo. Mas isso também não importa, porque o longa cumpre com sua função de se comunicar com as crianças, levando para as telas o livro do escritor-desenhista Ziraldo, com roteiro assinado por ele mesmo.
Na pele da personagem-título está Paola Oliveira, recém-saída de “Insensato Coração”, em que viveu a heroína Marina. Aqui, seu personagem é um tanto diferente. A professora Cate é uma moça à frente de seu tempo, por assim dizer. Seus métodos pedagógicos não condizem com as diretrizes das escolas públicas da década de 1940.
Quando ela volta para sua cidade, no interior de Minas, e recebe uma classe de primário para ensinar, ela vai entrar em choque com as professoras veteranas, que ensinam à moda antiga. Este é apenas um foco do filme, que tem um tom nostálgico sem soar empoeirado – o que pode agradar àqueles que já não estão mais na idade escolar.
Cate, além de dar aulas, é especialista em partir corações. Seja do poeta-bancário (Rodrigo Pandolfo), do professor de geografia (Max Fercondini), ou do galã local, Rodolfo Valentino (Ricardo Pereira). A relação mais tensa, no entanto, é com o jovem padre Beto (Joaquim Lopes), com quem viveria entre tapas e beijos se ele pudesse beijar, é claro.
Amigos de infância que se reencontram, Cate e Beto estão sempre batendo de frente porque ele é supervisor da escola e também não concorda com a pedagogia da moça, que inclui leituras de gibis, idas ao cinema e uma encenação de “Cleópatra”. A verdade é que Cate é a professora que todo gostaria de ter tido em algum momento da vida. Baseada em diversos educadores que Ziraldo realmente conheceu, ela é, claro, um tanto idealizada, mas muito palpável.
Dirigido por André Alves Pinto (sobrinho de Ziraldo) e Cesar Rodrigues, o filme se apega ao elemento emocional. Descobrimos Cate e nos apaixonamos por ela pelos olhos das crianças, seus alunos. Como diz o personagem-narrador no início do filme, no primeiro momento em que ela entra na sala de aula, “todos os meninos queriam crescer logo para se casar com ela, e as meninas queriam ser iguais a ela”.
A interpretação de Paola Oliveira vai além da semelhança física com o desenho do livro original de Ziraldo. Com riso largo e fácil e olhos expressivos, não é difícil entender o encanto daquelas crianças por sua professora. Ela é capaz de ser doce sem cair no excesso de sacarina, divertida, sem ser espalhafatosa.
Boa parte do filme foi rodada em São João del Rey (MG). A arquitetura diversificada da antiga cidade mineira confere um ar de atemporalidade muito benvindo ao filme. É uma história que se situa no passado, ressoa no presente e tem algo a dizer sobre o futuro – levantando discussões sobre os caminhos do ensino no Brasil.

Alysson Oliveira


Trailer


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