Missão: Impossível - Protocolo Fantasma

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Sinopse

O agente da IMF, Ethan Hunt, está preso em Moscou. Dois agentes, Benji e Jane, vão resgatá-lo numa operação arriscada. Logo mais, eles se engajam na missão de recuperar os códigos dos mísseis nucleares russos, que caíram nas mãos de um homem misterioso, conhecido pelo codinome Cobalto. Uma explosão no Kremlim é atribuída aos agentes do IMF e o governo americano lhes retira apoio. Agora, eles vão ter que se virar sozinhos na arriscada missão contra Cobalto.


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Crítica Cineweb

16/12/2011

Quem tiver vertigem, que fique em casa. Porque o quarto capítulo da franquia Missão: Impossível - Protocolo Fantasma é de provocar calafrios a quem tem medo de altura. O roteiro de Josh Appelbaum e André Nemec (da série Alias) não economiza sequências a muitos, muitos metros acima do chão. Começando pela abertura, que acompanha as acrobacias aéreas do agente Hanaway (Josh Lee Holloway, da série Lost) por altos telhados de Budapeste.

O filme teve estreia mundial nesta quarta (21), com lançamento no Brasil em 600 cópias, nas versões 2D, 2D digital, Imax, dubladas e legendadas.
 
O agente escapa de seus perseguidores aéreos, mas não de um sinuoso perigo em terra, a assassina profissional Sabine Moreau (a francesa Léa Seydoux). Ela se apodera da preciosa carga trazida por Hanaway: uma série de códigos capazes de disparar os antigos mísseis soviéticos da Guerra Fria contra os EUA.
 
O serviço secreto IMF, portanto, vai precisar de seu melhor agente, Ethan Hunt (Tom Cruise). Só que ele está cumprindo pena numa tenebrosa penitenciária em Moscou. Certamente, resgatar Hunt não é problema para a dupla encarregada da missão, o perito em tecnologia Benji Dunn (Simon Pegg) e Jane Carter (Paula Patton). Ainda que Hunt demore um pouco mais do que os dois esperam e insista em levar consigo um outro prisioneiro, Bogdan (Miraj Grbic)– cuja função nas aventuras que vem a seguir ficará clara no momento devido.
 
A missão requer que o trio penetre nada menos do que o Kremlin, com Hunt e Benji passando-se por militares russos. Uma vez lá dentro, instalam uma incrível parafernália técnica, criando numa tela um falso fundo para enganar os guardas, impedindo que vejam que Hunt está fuçando seus arquivos. O problema é que o misterioso Cobalto, ou seja, Kurt Hendricks (Michael Nykvist), também está na área e com outra agenda. Se a muito custo os agentes da IMF conseguem sair, não conseguem impedir a explosão parcial do Kremlin, pela qual serão responsabilizados.
 
Aí começa o tal Protocolo Fantasma do título, já que, nesta situação, os agentes do IMF serão desautorizados pelo governo americano e terão que virar-se por conta própria, sem apoio logístico, para levar adiante a tarefa de recuperar os códigos dos mísseis.
 
A próxima parada é Dubai, mais precisamente a bordo do Burj Khalifa, o mais alto prédio do mundo, com 130 andares, uma altura de quase 830 metros. Aí vão desenrolar-se as sequências mais eletrizantes do filme, que envolvem Hunt andando como um lagarto pela fachada exterior do edifício, para acessar o servidor dos computadores do local, um hotel, e pôr em funcionamento uma operação que visa interceptar de forma muito engenhosa um encontro entre a mortífera Sabine Moreau e representantes do agente Cobalto, para negociação dos códigos.
 
Difícil acreditar que um astro como Tom Cruise tenha insistido em fazer pessoalmente, sem dublês, estas perigosas cenas no Burj Khalifa – que exigiram que ficasse amarrado com cabos de aço (que foram apagados digitalmente) e também que as imagens fossem captadas por câmeras colocadas em helicópteros, tendo que driblar os fortes ventos da região.
 
Cruise, certamente, não tem vertigens para fazer o que fez, quase voando. E mostra também uma disposição para brigar para ser de novo o astro número um de ação no mundo, posto que ocupava por ocasião do primeiro Missão: Impossível no cinema, em 1996, perdendo a posição progressivamente para astros como Johnny Depp e Angelina Jolie.
 
A ousadia deste exemplar da franquia comprova um desejo de renovação, o que já se poderia esperar a partir do novo diretor, Brad Bird. Estrela maior do estúdio Pixar, diretor de Ratatouille e Os Incríveis – que lhes valeram dois Oscar de animação -, Bird mostra, em seu primeiro trabalho com atores, uma energia que não sugere um mero requentamento da franquia.
 
Outra novidade no elenco, além da bela Paula Patton (de Preciosa), é Jeremy Renner. O ator indicado ao Oscar em 2010 por Guerra ao Terror atua aqui como um analista que é empurrado para a ação direta devido à emergência. Mas também guarda um segredinho para animar a segunda metade da história.
 
O que não muda mesmo é a conhecida vaidade de Tom Cruise. Não só ele procura oportunidades para  continuar exibindo sua forma física, invejável aos 49 anos, como dispensa o enfrentamento com um vilão à altura. Na dúvida, ele prefere evitar a concorrência, pelo menos numa história em que ele detém o controle como produtor.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 21/12/2011 - 23h22 - Por Walter Olá Neusa ! Desculpe corrigir, mas a torre Burj Khalifa fica em Dubai, não em Mumbai como vc escreveu. Abraço.
  • 22/12/2011 - 07h46 - Por Neusa Barbosa Obrigado pela correção Walter. Já alteramos o texto.
    Abraço
  • 22/12/2011 - 18h36 - Por Gabriel Realmente as sequências de ação são fantásticas. O roteiro é muito inteligente embora a história da rivalidade nuclear de EUA-Rússia não seja novidade pra ninguém. Enfim,pode ser o início de mais filmes de missão impossível.
  • 24/12/2011 - 12h06 - Por abel neusa, o filme é muito bom nunca fui fã da série nem dos filmes, mas o missão 4 é pra mim o melhor da série. tom continua com os mesmos maneirismos e desde de magnólia não entrega uma grande atuação mas o diretor brad birds se virou muito bem no live action, quem poderia imaginar em colocar o kremilin abaixo numa sequencia fantástica junto com uma escalação no maior prédio do mundo em dubai, e a persequisão numa tempestade de areia muito boa gostei muito e vou acabar revendo de novo.
  • 24/12/2011 - 13h06 - Por Neusa Barbosa Eu também achei o capítulo 4 provavelmente o mais divertido, com mais ritmo e adrenalina, especialmente na sequência do prédio em Dubai e o Kremlin vindo baixo (que ideia!). A sequência do estacionamento é boa também.
    Concordo com vc, Abel - a maior atuação de Tom Cruise foi em "Magnólia". Ele nunca mais procurou nada parecido. Ele está em outra agora.

    bjs
  • 02/01/2012 - 17h11 - Por Fabio Medici Neusa, e o produtor boca-suja de Trovão Tropical? Que magnólia nada. Ele está irreconhecível e divertidíssimo na (boa) comédia de Ben Stiller.
  • 22/01/2012 - 23h27 - Por Alexandre Magalhães Correia, pancada e pouco cérebro.
  • 23/01/2012 - 19h01 - Por Alexandre Figueiredo As cenas de ação não deixam a desejar, mas o que esperar dessa franquia a não ser ação?
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