Imortais

Ficha técnica


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País


Sinopse

Teseu é escolhido por Zeus para lutar contra um rei maligno que pretende dominar o mundo antigo. Nessa batalha, irá encontrar uma bela sacerdotisa por quem se apaixonará, e contará com o apoio de um ex-escravo na sua luta.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

20/12/2011

“Imortais”, que estreia no país em cópias 2D e 3D, parece mais um desfile de escola de samba com o tema da mitologia grega do que propriamente um filme. Estão lá praticamente todos os elementos que fizeram de “300” (2006) um carnaval em Esparta: fantasias espalhafatosas, centenas de figurantes em cenas de batalhas e um samba do grego doido como enredo – agora localizado em outra região da Grécia.
 
Dirigido pelo indiano Tarsem Singh (“A Cela”), todo o empenho de “Imortais” está no seu visual. Figurinos que não fariam feio na Sapucaí, corpos esculturais e filosofadas – muita filosofada em cima da mitologia grega – dão a medida do filme.
Não é preciso lembrar-se das aulas de História Antiga para perceber que a trama é mais sem pé nem cabeça do que algumas estátuas gregas . Há um herói, Teseu (Henry Cavill, que no próximo ano será visto como o novo Super-Homem), uma sacerdotisa (Frieda Pinto, de “Você vai conhecer o homem dos seus sonhos”), um rei maligno (Mickey Rourke, de “Os mercenários”) e deuses irados (John Hurt e Luke Evans são duas versões do mesmo Zeus). Todos brigam – mas não pergunte a razão.
 
Eles se encontram em alguma ilha da Grécia antiga em algum período a.C. – quando era possível cultuar os mais diversos deuses, conforme a necessidade do momento. Fora isso, não há muito que faça sentido, ou que valha o esforço de concentração para entender em “Imortais”. O protagonista nutre uma afeição pela mãe que está mais para Édipo do que Teseu – mas tudo bem, afinal, Athena também troca olhares lânguidos com o pai, Zeus, e não é nenhuma Electra.
 
Há também prisioneiros escravizados – o que inclui Stephen Dorff, que parecia ter se reencontrado em “Um lugar qualquer”, mas derrapa novamente aqui – e uma série de atitudes misóginas, especialmente vindas do Rei Hiperion que quer-porque-quer conquistar o mundo (entenda-se apenas a Grécia e seus arredores). Para isso, liberará os Titãs, seres aprisionados e nervosinhos que lutam feito ninjas e foram treinados sabe-se lá por quem. Já o Minotauro parece qualquer coisa menos o ser mitológico que todos conhecemos. No fundo, a única coisa que “Imortais” pega da mitologia grega são os nomes dos personagens.
 
“Imortais” situa-se em algum lugar entre o remake de “A fúria de titãs” e “Conan, O Bárbaro”. É difícil dizer, no entanto, exatamente onde o filme se coloca, porque a distância que separa aquelas duas produções é muito pequena. Não espere cabeças gigantescas de estátuas falantes – não seria uma má ideia – nem um herói carismático. Teseu é chato, Hiperion é misógino (“A semente de um homem pode ser sua arma mais mortal”, diz ele). Contente-se em ver as sacerdotisas como mero objeto de desejo, fazendo caras e bocas ou banhadas em sangue – e isso não é bem um fetiche.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 03/01/2012 - 19h17 - Por José Felipe Concordo plenamente com o comentario acima, o filme não tem foco.
    No inicio tudo indica que vai ser totalmente direcionada para a mitologia(que se fosse seria bem melhor), depois vai para um lado diferente e segue aos trancos e barrancos até o final, mesclando mitologia e realidade, mas não conseguindo sucesso em ambos.
    Para finalizar ainda deixa sinais de uma possivel continuação, que pelos numeros de bilheteria e pelas criticas dificilmente irá existir.
  • 05/01/2012 - 11h08 - Por Felipe Eu achei o filme bem legal, gostei. Vale ressaltar que não se trata de um filme sobre "deuses" super heróis, nem de uma trama já conhecida. O filme é sobre o conto grego de uma guerra realmente aconteceu, no entanto de uma forma "fantasiada".
    Opinião é opinião, mas achei equivocada a análise do nosso amigo que se diz crítico e que postou o texto. Acho que ficou ocupado demais com a pipoca durante o filme.
    Acho que vale a pena rever o filme e principalmente reavaliar os conhecimentos sobre mitologia grega.
  • 09/01/2012 - 18h12 - Por Iracroft Parabéns pelo ótimo texto, geralmente eu não gosto de crítica extrema sobre algum filme, mas antes de ler qualquer coisa eu mesma fui conferir nos cinemas. Sai de lá sem entender nada do o film queria passar, mesmo que fosse releitura (um absurdo) ou simplesmente uma nova ficção, ainda sim o filme ficou sem conteúdo que viesse agregar meus conhecimentos em alguma coisa.
    E para quem gostou tanto dos efeitos e das alegóricas roupas, reparem nos créditos do filme, tem mais nome de Designers do que outras áreas, como "releitores" de edição rs.
    Um filme para se assistir em Tela Quente, logo após as "envolventes" novelas da Globo.
  • 31/01/2012 - 02h57 - Por Murilo Sem entrar no merito da qualidade do filme, que não é uma droga, é só um filme legal e divertio sem querer ser magnifico, e muito bem fieto sim, tem lá seus defitos, como eu disse não é magnifico, mas não é um lixo! Disse que não ia entar nos meritos
    se é bom ou não e olha aí, hehe!
    Bem, essa é a critica mais infantil e leviana que já vi, não porque fala mal do filme, mas pelos pontos aborados, argumentos e forma quase que pessoal como se refere ao filme!
    Tipo, parace uma rixa de crinaça!
    Dizer que os figurinos ou os deuses, os corpos... blá blá blá, transformam o filme em lixo é no minimo inidicação de que não captou a ideia, você pode não gostar, normal, mas se apoiar nisso é ridiculo. Me de argumentos válidos por favor! Sem falar na observação pifia sobre quem treinou os Titãs, meu deus, quem treina criaturas mitologicas, deuses, imortais? kkkk
    O filme é muito legal, tem um visual lindo, otimas cenas de ação, sem exageros de camera lenta, ... O filme tem muito coisa fraca, como a forma apressada de entrelaçar os arcos, os atores mal desenhevolvidos, a relação mal construida entre Teseu e seu sidekicks, e etc. mas isso não o torna um lixo. Fica entre Bom e Regular, até ruim para alguns, mas não chega a ser um Lixo... Lixo foi essa critica!
  • 31/01/2012 - 09h00 - Por Luiz Vita Meu caro Murilo,

    Você elenca uma série de defeitos e ainda diz que o filme está entre regular ou bom. Desculpe, mas você está apenas procurando um pretexto para justificar sua péssima escolha. Todo mundo tem o direito de gostar do que quiser. Se você vê tantas qualidades assim no filme, ótimo, defenda-o como você fez, mas sem precisar classificar o trabalho dos outros de lixo. O papel da crítica é lançar alguma luz sobre o filme analisado. O crítico não disse que o filme é um lixo, só apontou suas fragilidades técnicas, narrativas etc. É mais fácil espinafrar o crítico do que admitir que o que gostamos não é tão bom assim. Seja bem-vindo às discussões, mas ajeite melhor sua pontaria antes de apertar o gatilho. Abraço.
    Luiz Vita
  • 02/04/2012 - 12h44 - Por mauricio Não vi os outros comentários, mas assim, gostei do filme que segue uma interpretação da mitologia, hora ninguém acredita mesmo que existiu um minotauro né.. nesta questão achei legal sobre a interpretação para que não existisse monstros apenas imortais e mortais e interpretações de humanos sobre a história. Bom, sobre seguir o que estamos acostumados sobre a mitologia, realmente não segue, mas é uma fabula, não sabemos realmente o que aconteceu, o filme fez outra fabula simplesmente.
    Outra coisa fazer critica sobre filmes é fácil agora entender a história e que as pessoas que o fizeram queriam passar ai é difícil. Analisar cenas, figurinos, e coisas materiais perde toda a graça, afinal antigamente e até hoje pessoas gostam de histórias de se distrair e não de ficar catando erros e falando destes para tentar ser visto como o conhecedor de filmes e histórias, que aliás, esta crítica parece sem bases e muito superficial como se o autor quisesse apenas criticar negativamente e não realmente avaliar as questões ruins e também boas do filme.
  • 02/04/2012 - 17h31 - Por Neusa Barbosa oi Maurício:
    totalmente válida sua opinião,como todas as demais - inclusive a do crítico.

    E saiba: fazer crítica não é nada fácil, não. Pelo menos, fazer crítica séria e profissionalmente, que é o que nós procuramos aqui.

    abs

    Neusa Barbosa
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