2 coelhos

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Sinopse

Depois de ser absolvido num julgamento, o próprio réu, Edgard, decide fazer justiça sozinho. Mas não se contentará apenas em resolver o problema que causou. Seu plano prevê pegar dois coelhos com uma cajadada só.


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Crítica Cineweb

18/01/2012

Aquele velho trocadilho, “pegar dois coelhos com uma caixa d’água”, está no pôster de 2 Coelhos e também é citado de passagem no filme, que estreia nesta semana. É uma brincadeira que diz muito sobre o humor deste longa de estreia de Afonso Poyart – do curta Eu te darei o céu, premiado em Gramado e no Festival do Rio.

Aquela que é, na verdade, uma subversão do ditado popular – pegar dois coelhos com uma cajadada  – é o reflexo da irreverência do filme de Poyart, que alia criatividade ao ritmo ágil de videogame, além de uma trama intrincada que deixaria orgulhosos Guy Ritchie e Christopher Nolan, dois diretores que Poyart assumidamente admira. A história aqui, assinada pelo próprio diretor, é um quebra-cabeça que só se resolve ao final do longa. 

Edgar (Fernando Alves Pinto, de Nosso Lar, Terra Estrangeira) resolve fazer justiça por suas próprias mãos, dois anos depois de ter sido absolvido num julgamento por um acidente que causou, envolvendo a família de Walter (Caco Ciocler, Família vende tudo). A absolvição e a trama de Edgar envolvem um político corrupto, Jader (Roberto Marchese), o chefe de uma quadrilha, Máicon (Marat Descartes), uma promotora pública, Júlia (Alessandra Negrini, de Erva do Rato) e seu marido, o advogado Henrique (Neco Vila Lobos, Meu nome não é Johnny).

Dois coelhos é um filme que desafia qualquer sinopse . Dizer muita coisa além das linhas gerais, por isso, implica correr o risco de entregar as várias reviravoltas do longa. Estas podem gerar desde surpresa até incredulidade – mas nunca indiferença. Aí residem as qualidades do filme de Poyart. Por mais que não se goste da trama, das invencionices, é preciso dar o braço a torcer: o filme é quase um óvni no cinema brasileiro. Se veio de um planeta amigo é outra história.

A bem da verdade, o excesso, muitas vezes, depõe contra o longa. O diretor, em alguns momentos, sofre da ansiedade que domina muitos estreantes: a vontade de colocar tudo que passa em sua cabeça no roteiro e nas imagens. Por isso, o resultado é uma montanha russa sem descanso, com poucos respiros entre cada um dos grandes acontecimentos . O final, também, excessivamente explicado, ganharia se incorporasse algumas lacunas que o próprio espectador pudesse completar sozinho, sem que os personagem verbalizassem tanto suas razões.

Dois coelhos é um filme cujo sucesso depende mais das expectativas e do gosto do seu público. O longa de Poyart está aberto a diálogos especialmente com quem vai ao cinema em busca de diversão. Nesse sentido, é cinema-pipoca sem qualquer sentimento de culpa.

Alysson Oliveira


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