Disparos

Ficha técnica


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País


Sinopse

Henrique é um fotografo cuja câmera é roubada. O ladrão é atropelado logo a seguir. Quando o protagonista volta para recuperar o cartão de memória com seu trabalho, é abordado pela polícia e levado para a delegacia. Começa, então, um jogo no qual o papel do sujeito transita entre vítima e culpado.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

18/11/2012

Em Disparos, Gustavo Machado interpreta um fotógrafo – mas bem diferente daquele que fez em Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios. Na verdade, os dois filmes também não têm muito em comum a não ser a presença do ator. Escrito e dirigido por Juliana Reis, Disparos é um thriller policialesco e estiloso que aspira ser mais do que é, ou seja, tornar-se um comentário social sobre o estado das coisas.
 
É muita aspiração para um filme que se rende às convenções do gênero e se encanta com sua fotografia e montagem acelerada – ambas premiadas no Festival do Rio, em outubro passado. A trama gira em torno de Henrique (Machado), que é assaltado quando sai de um trabalho numa boate gay.
 
Os ladrões acabam atropelando uma pessoa, e ele recupera a câmera que registrou o ocorrido. Mas, quando volta ao local do acidente a fim de encontrar o cartão de memória, é preso pela polícia, que o acusa de omissão de socorro. Na delegacia, é questionado pelo inspetor Freire (Caco Ciocler, também premiado no Rio).
 
A trama se abre com flashbacks invadindo o depoimento de Henrique e formando um quebra-cabeças relacionando passado e presente. A cada cena que se repete, uma nova informação é adicionada. O longa é dividido em capítulos com títulos relacionados à prática fotográfica, como “Disparo” e “Exposição”.
 
A linha tênue em que o protagonista caminha faz com que sua posição oscile – ora vítima, ora cúmplice, e, por fim, até agressor. Porém, quando o foco da trama sai da história do fotógrafo e transita entre personagens secundários – como sua mulher que praticamente não para de berrar no celular, ou a turista francesa que toma partido do assaltante.
 
Disparos parece acreditar que tudo o que tem a dizer se resolve em seu esforço na forma. As idas e vindas da trama não se justificam dramaticamente e resultam num mero exercício de estilo. Para um filme que se propõe a ser um retrato realista da violência urbana do Rio de Janeiro contemporâneo, a fotografia estilizada, a montagem que divide a tela em duas, entre outras coisas, só colaboram para tirar sua força.

Alysson Oliveira


Trailer


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