Cães errantes

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 2 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Abandonado pela mulher, homem vive com os dois filhos sem endereço certo em Taipei. Durante o dia, ele ganha alguns trocados segurando placas de propaganda num farol. Enquanto isso, os filhos rodam supermercados, atrás de amostras grátis. Mesmo assim, uma ternura rara os mantém juntos.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

20/04/2014

Conhecido por um estilo rigoroso e ousado, o diretor malaio Tsai Ming Liang não decepcionou em Cães Errantes, um drama desdobrado numa série de magníficas sequências, alinhando diversos fotogramas dignos de permanecer nas retinas e na memória. O filme recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza 2013.
 
Lee Kang Sheng, o ator-fetiche de outros signos da filmografia deste diretor, como O Rio (1997), O Buraco (1998) E Lá, Que Horas São? (2002) é, mais uma vez, o protagonista, interpretando mais com o próprio corpo e o rosto, com poucas palavras, um homem que sobrevive precariamente segurando placas de propaganda num farol, por horas, em Taipei. Ele nada tem de seu, apenas esse corpo maltratado por uma vida indigna, umas poucas roupas e seus dois filhos.
 
Trata-se de uma família partida – a mulher os abandonou. E é um dado intrigante que haja três mulheres ao longo da história (Yang Kuei Mei, Lu Yi Ching e Chen Shiang Chyi) se alternando, às vezes transgredindo o realismo, como uma (ou várias) figuras femininas que interagem com o homem e as crianças.
 
Os cenários, em locais arruinados – outra marca registrada do diretor -, são outro dado intrigante de uma narrativa que se estende, pela manutenção da câmera parada num plano por vários minutos. Todo o tempo, Cães Errantes dialoga com o próprio tempo, com o silêncio, a existência destas pessoas, afrontando o despojamento e a feiúra de seu cotidiano com atitudes intrigantes, patéticas, ternas, desesperadas.
 
Compondo com imagens indeléveis a crônica de uma família despossuída em Taipei, Tsai, vencedor de um Leão de Ouro em 1994 por Vive L’Amour, merecia o prêmio máximo em Veneza, que acabou sendo atribuído ao documentário italiano Sacro GRA

Neusa Barbosa


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança