As Férias do Pequeno Nicolau

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País


Sinopse

Nicolau, seus pais e sua avó viajam até o litoral onde passarão as férias. Ele promete à amiga Maria Edwiges, por quem está apaixonado, mandar-lhe uma carta todos os dias. Chegando na praia, por conta de um mal-entendido, pensa que está prometido casar com Isabel, de quem não gosta. Agora, fará de tudo para não ser obrigado a cumprir com o que acredita ser uma promessa de seu pai.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

17/12/2014

Um dos personagens mais famosos da literatura infanto-juveni francesa, o pequeno Nicolau, volta no segundo longa sobre o garoto criado pelo escritor René Goscinny e ilustrado por Jean-Jacques Sempé. Laurent Tirard, responsável pelo primeiro filme, de 2009, é novamente o diretor de As Férias do Pequeno Nicolau.
 
Depois de muitos anos passando as férias no campo, que a mãe (Valérie Lemercier) prefere ao litoral, a família de Nicolau (Mathéo Boisselier) resolve que é hora de ir à praia. Na verdade, é o pai (Kad Merad) quem bate o pé e decide o destino das férias de verão.
 
Provando que viagem de férias é tudo igual, só muda de endereço – seja no Brasil ou na França – Nicolau e sua família, que além dos pais, inclui a avó (Dominique Lavanant), pega trânsito na estrada, praia lotada e afins.
A graça está exatamente em combinar a ingenuidade de Nicolau com comentários dotados de um certo cinismo inocente sobre o mundo dos adultos sob a perspectiva do garoto.
 
Antes de viajar, Nicolau despede-se de Marie Edwiges (Chann Aglat), por quem está perdidamente apaixonado, e a quem promete escrever todos os dias. Já na praia, seu pai reencontra um antigo amigo, que também tem uma filha, Isabel (Erja Malatier), e, por erros de entendimento, o garoto acha que será forçará a casar com a menina - que, a seu modo, lembra a caçula da Família Adams, com seu jeito caladão, cara fechada e tranças. Parte do filme é, então, a tentativa de Nicolau e seus novos amigos de destruir essa possibilidade de união.
 
Assinada pelo diretor e Jaco Van Dormael e Grégoire Vigneron, a trama é estruturada na forma de episódios, colocando também ao seu centro o pai e mãe, envolvidos em suas (des)venturas – algumas delas envolvendo um produtor de cinema (Luca Zingaretti), que filma no local e inferniza a vida dos turistas. Um personagem que, aliás, joga um olhar satírico sobre o trabalho dopróprio  cinema.
 
Mathéo Boisselier substitui Maxime Godart, do primeiro filme, como o personagem-título, e dá conta. Não é apenas uma criança engraçadinha fazendo coisas fofas – parece sentir a complexidade do garoto, do fato de ver algumas coisas sem completamente compreendê-las. É nessa ingenuidade – e em sua cara de confusão – que está o que há de mais engraçado e bonito no filme. 

Alysson Oliveira


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