Sem filhos

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Sinopse

Gabriel está separado há um ano quando reencontra Vicky, um amor do passado. Acontece que ela não sabe que, neste meio tempo, ele teve uma filha, Sofia, que adora. Pelo sim, pelo não, ele não fala sobre ela no primeiro reencontro. Depois, fica difícil ele contar, porque a amada não quer ouvir falar nem de filhos, nem de enteados.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

28/10/2015

Uma dúvida que sempre surge para as mães e pais solteiros é se devem contar ou não que têm filhos logo no início de um relacionamento. Problematizando, com graça e não tanta profundidade, essa questão, a comédia romântica argentina de Ariel Winograd, Sem Filhos, coloca como desafio a um dedicado pai como lidar com o fato de que seu antigo amor, que acaba de reencontrar, não suporta crianças e não deseja filhos, nem enteados em seus relacionamentos.
 
A figura paterna em questão é Gabriel (Diego Peretti, de O Médico Alemão, 2013), dono de uma loja de instrumentos musicais, onde trabalha com o perdido irmão (Martín Piroyansky, de XXY), que cuida com grande dedicação de sua atrevida filha de nove anos, Sofía (a boa estreante Guadalupe Manent). Se em todo primeiro encontro, ele passava horas falando de sua garota, quando Vicky (a espanhola Maribel Verdú, de O Labirinto do Fauno), seu amor dos tempos de juventude, reaparece, ele resolve seguir o conselho do amigo e não revelar nada sobre sua paternidade. Algo que o apaixonado continuará escondendo, ao descobrir a aversão da mulher a crianças e seu apoio à campanha “Sem Filhos”.
 
É criticável, porém, que este tema da escolha da mulher em ter filhos ou não seja tratado de maneira tão apressada para atender às convenções do gênero. Mais do que qualquer outra limitação na construção dos personagens, é possível ressentir-se da rápida transição entre momentos importantes no roteiro de Mariano Vera, a partir da história de Pablo Solarz. Neste sentido, as ações de Vicky são as mais prejudicadas, já que é ela quem sofre as maiores mudanças durante a trama, como se apaixonar por Gabriel tão rapidamente. É aí que Sofía serve como elo que sustenta a fraca relação dos dois, até porque, como é comum em filmes semelhantes, a criança é sempre a pessoa madura no meio de adultos infantis.
 
Winograd, diretor especializado em comédias como Meu Primeiro Casamento (2011), abusa dos travellings para introduzir o espectador dentro daquele ambiente, de uma maneira constante que remete ao cinema ao cinema de Wes Anderson, ainda que sem a sua simetria e centralidade. Apesar disto, o cineasta consegue dar ritmo, injetando uma leveza envolvente e inspiração aos diálogos.

Nayara Reynaud


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