Ídolo

Ficha técnica

  • Nome: Ídolo
  • Nome Original: Ídolo
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2015
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 90 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Ricardo Calvet
  • Elenco:

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País


Sinopse

Considerado o maior lateral-esquerdo de todos os tempos pela FIFA, o carioca Nilton Santos (1925-2013), bicampeão mundial e parceiro de Garrincha no Botafogo, é lembrado neste documentário que resgata sua trajetória.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

25/11/2015

O saudosismo é a marca do documentário Ídolo, exibido no Festival do Rio de 2014 – quando ainda não estava finalizado – e lançado somente este ano. Contudo, a estreia justamente na véspera de 27 de novembro é propícia, já que a data marca os dois anos da morte de Nilton Santos, lateral-esquerdo que fez história no Botafogo e na seleção brasileira de futebol e centro do filme de Ricardo Calvet. Pioneiro na transformação de sua posição dentro de campo, não se restringindo a defender e demonstrando um grande poder ofensivo, o atleta carioca ficou conhecido como “Enciclopédia” não só por ser um jogador completo, mas também por seus conhecimentos sobre o esporte.
 
A falta de identidade e a distância dos craques de hoje em relação ao povo motivaram a produção do longa. Em uma época em que a troca de time se tornou constante e o exterior é o destino de muitos, às vezes, em clubes ou países de pouca expressão no futebol, este registro exalta uma época áirea em que os ídolos identificavam-se com uma única camisa e eram próximos dos brasileiros, através do resgate da memória de um deles.
 
Os primeiríssimos minutos do filme revelam-se instigantes e com certo frescor ao seguir a perspectiva de Thiago Cesário Alvim, um fã que se tornou amigo de seu próprio ídolo, no final da vida deste. No entanto, este caminho é logo abandonado para mostrar a biografia de Nilton Santos, através de imagens de arquivo, especialmente videotapes dos jogos, que ilustram os depoimentos de ex-jogadores, amigos, familiares e até do próprio lateral, em uma entrevista concedida ao amigo documentarista Ruy Solberg, anos antes.
 
Mesmo que nomes como Zico e Júnior apareçam como admiradores do lateral, assim como quem conviveu com ele, não há outro entrevistado que cumpra simplesmente este papel para compor esse panorama do Enciclopédia. Essa figura é personalizada, então, em Alvim, que reaparece brevemente no decorrer da linha narrativa do documentário, vindo a ter destaque novamente no último ato, ao promover o reencontro de Santos com a esposa, mas sem preencher o espaço do fã que o próprio título do longa evoca.
 
Nesse ponto, Calvet evita o sentimentalismo excessivo quando fala do Alzheimer que abateu seu personagem ou do estado de saúde da mulher dele, não estendendo o que parece ter sido o último encontro dos dois. O diretor, porém, não escapa do formalismo documental ou do estilo de resgate histórico que o público já está acostumado até em grandes reportagens de programas esportivos. Ou seja, não tenta ser diferente dentro de seu nicho como seu retratado foi em sua carreira. Se o filme não aproveita as oportunidades para mostrar a construção de um ídolo, Nilton Santos fala por si só como o grande jogador que foi para seu clube e a seleção.
 
Assim, o principal mérito do documentário, gravado antes do traumático 7 a 1 colocar a crença do país em cheque, é não ser necessariamente botafoguense, mas reverente a um dos responsáveis pelo futebol brasileiro ser o melhor do mundo por muito tempo.

Nayara Reynaud


Trailer


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