Alvin e os esquilos - na estrada

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Sinopse

Quando seu guardião, Dave, começa a namorar a médica Samantha, os esquilos Alvin, Simon e Theodore ficam com medo de ser abandonados. Juntam-se, assim, a um possível inimigo, o filho da médica, Miles, e caem na estrada. Mas lá encontram outros perigos.


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Crítica Cineweb

22/12/2015

O atrevido Alvin prepara uma festa-surpresa para o seu empresário e, praticamente, pai, Dave Seville (Jason Lee), mas seus planos megalomaníacos transformam a casa que ele e seus irmãos, Simon e Theodore, moram no palco de um evento grandioso. Porém, as centenas de convidados, a rampa de skate voltada para a piscina e a pista de dança embalada pelo DJ e cantor Redfoo, da dupla LMFAO, que emplacou hits de eletro hip-hop uns cinco anos atrás, não agradam ao homenageado. Ao contrário, só lhe causam uma nova dor de cabeça provocada por seus “filhos” esquilos.
 
Os primeiros minutos de Alvin e os Esquilos: Na Estrada são a tradução do que se tornou a franquia inspirada nos personagens roedores e cantores criados por Ross Bagdasarian, do álbum musical original ao desenho animado, em que o caos, especialmente sonoro, já se tornou uma marca. O ritmo frenético continua nas ações dos protagonistas, ainda mais que agora colocam o pé na estrada, ainda que, de certa forma, este quarto filme volte ao espírito do primeiro longa, de 2007. A cantoria estridente dos animais com muitos efeitos de auto-tune, do tipo “ame ou odeie”, é dosada aqui, dando-se mais destaque à história familiar, como sentido no início da série que mistura live-action e animação.
 
A trama começa de fato quando Dave lhes apresenta sua nova namorada, a médica Samantha (Kimberly Williams-Paisley) – sempre com o estetoscópio no pescoço para as crianças lembrarem a sua profissão e a sua índole. Ela também tem sua própria família: um filho adolescente que faz bullying com os esquilos desde a primeira vez que os vê. Ao flagrarem seu guardião levando um anel de noivado para a viagem que fará com a cirurgiã para o lançamento da turnê da cantora teen Ashley (Bella Thorne), uma de suas agenciadas, Alvin, Simon e Theodore resolvem se aliar ao “inimigo” Miles (Josh Green) para acabarem com o relacionamento de seus “pais”, pois os animais têm medo de que Dave os abandone.
 
No caminho deles de Los Angeles até Miami, porém, há o agente Suggs (Tony Hale), um exigente fiscal de controle aéreo e ex-fã dos astros roedores, capaz de perseguir o quarteto por vários estados norte-americanos. O personagem ocupa o lugar de vilão, exercido nos três filmes anteriores pelo empresário Ian (David Cross), e, apesar de mostrar-se tão caricatural quanto, injeta um certo frescor numa figura vingativa que já estava repetitiva.
Só por esta pequena descrição, já se notam as fraquezas do roteiro de Randi Mayem Singer e Adam Sztykie, embora este seja um problema de toda a série, assim como a interpretação cada vez mais desgastada de Jason Lee à frente do trio de esquilos. Entretanto, Walt Becker, que após dirigir Motoqueiros Selvagens e Surpresa em Dobro, é o quarto a assumir a direção da franquia, consegue dar o foco necessário aos protagonistas originais, com as Esquiletes fazendo pequenas participações, por atuarem como juradas no American Idol, baseada na ideia de crescimento dos “heróis” durante a jornada em road movie.
 
Do mesmo modo, há uma mudança na seleção musical, que, especialmente nas duas últimas produções, era recheada de sucessos pop do momento, de Katy Perry e Beyoncé a Rihanna e Lady Gaga. Nesta quarta aventura, poucos são os hits atuais, a exemplo de Turn Down For What, do DJ Snake e Lil Jon, que ficou mais famosa pelo meme, e a onipresente Uptown Funk, de Mark Ronson e Bruno Mars, que ao som de uma típica banda de New Orleans é uma das versões mais aprazíveis da série. No lugar, o indie pop, mais alternativo ao público-alvo, está na trilha, enquanto os animais resgatam músicas icônicas em seus covers, como na tradicional Iko Iko – mais destoante, a princípio, só a aparição de John Waters, cineasta subversivo e cult. Voltam, inclusive, a cantar uma música original, como no primeiro longa.
 
A questão da família, que é muito cara a toda a franquia, está presente, com um enfoque especial na noção de que uma estrutura familiar não precisa seguir um padrão, e sim apoiar-se no amor existente entre seus membros. Por isso, apesar de pouco inspirada e repleta de clichês, Alvin e os Esquilos: Na Estrada é uma opção segura neste Natal para as crianças cujos pais não pretendem se aventurar no universo Star Wars; pelo menos, não nessas primeiras semanas.

Nayara Reynaud


Trailer


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