A 5ª Onda

Ficha técnica


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País


Sinopse

Ataques alienígenas estão acabando com a humanidade, mas Cassie quer salvar a vida de seu irmão pequeno, que foi levado para uma base militar, e, ao lado de outras crianças e jovens, está sendo treinado para ir à guerra contra os extraterrestres.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

18/01/2016

Existem algumas ideias muito boas enterradas em algum lugar em A 5a Onda, que gritam, imploram para se materializar. Mas o roteiro esquemático e superficial, inspirado no romance homônimo de Rick Yancey, e a direção burocrática de J. Blakeson (roteirista de Abismo do Medo 2) impedem que qualquer coisa mais inteligente do que correria e tiros possa acontecer no filme protagonizado por Chloë Grace Moretz, uma boa atriz aqui mal aproveitada.
 
As ondas do título se referem a um ataque alienígena que domina e dizima a Terra a cada dia – embora, como de costume nas produções hollywoodianas, se acompanhe apenas o que acontece nos Estados Unidos. Cassie (Chloë) é uma estudante de classe média, que leva uma vida tranquila até que os aliens chegam. O primeiro sinal da invasão é quando os eletroeletrônicos param de funcionar. Depois são os carros, até que uma nave gigantesca e assustadora circunda o planeta.
 
Logo os mais fracos morrem de uma super gripe aviária, e os sobreviventes se refugiam em campos escondidos no meio do mato. A essa altura, os alienígenas já ganharam o nome de “Os Outros”. A chegada dos militares – comandados por Vosch (Liev Schreiber) – no campo onde estão Cassie, seu pai (Ron Livingston), e o irmão mais novo, Sam (Zackary Arthur), parece trazer uma brisa de esperança. Mas não é bem isso que acontece, quando todos os adultos morrem num tumulto e as crianças são mandadas para uma base militar, onde serão treinados para irem para a guerra contra os alienígenas.
 
Nesse sentido, o filme toca em várias questões contemporâneas. Quem são “Os Outros”? Refugiados? Imigrantes? E esses jovens forçados a irem à guerra? Em um diálogo, um alienígena didática e desnecessariamente explica porque invadiram a Terra: porque precisam daqui, e matar humanos é uma espécie de efeito colateral. Quando o jovem capitão Ben (Nick Robinson) reclama, o Outro responde: “Vocês fazem a mesma coisa...”. Ele poderia continuar dizendo, por exemplo, que os Estados Unidos invadem outros territórios em busca de petróleo, mas o diálogo é cortado, e uma ação qualquer, banal, esvazia o potencial da cena.
 
Aparentemente, o livro de Yancey consegue dar mais profundidade aos personagens e situações – sendo mais detalhista nas outras quatro ondas, que, aqui, se transformam em rápidos efeitos visuais ruins – criando uma certa empatia pelos personagens. Algo em falta na sua adaptação cinematográfica.
 
A 5a Onda não consegue evitar os clichês que o transformam num primo pobre de The Walking Dead em alguns momentos, e um primo sem graça de Jogos Vorazes, em outros. Faltam-lhe personalidade e urgência. Blakeson faz deste um filme genérico com um final tolo – e gancho para possíveis continuações – afirmando que a humanidade é uma massa única unida pelos mesmo sentimentos.   

Alysson Oliveira


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