Irmãs

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Sinopse

Kate e Maura são duas irmãs muito diferentes, mas unidas. Quando seus pais decidem pôr a casa à venda, elas resolvem dar um festão de despedida, convidando os velhos amigos. Lá, acontece de tudo.


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Crítica Cineweb

19/01/2016

A comédia Irmãs não contraria a ideia de que Tina Fey e Amy Poehler são garantia de riso certo, mas coloca em dúvida essa certeza quando a dupla de comediantes de sucesso tem em mãos um material carente de maior desenvolvimento.
 
Ilustres ex-integrantes do Saturday Night Live (1975-), as atrizes e roteiristas, a primeira do premiado 30 Rock/Um Maluco na TV (2006-2013) e a outra de Parks and Recreation (2009-2015), também chamaram a atenção ao apresentarem o Globo de Ouro por três anos seguidos – a premiação deste ano, já sem as duas, mostrou o quanto elas fazem falta. O êxito na televisão lançou altas expectativas sobre a nova experiência conjunta delas no cinema, que são frustradas com um texto e uma premissa abaixo do esperado. Ainda mais por ter Paula Pell, veterana do time de criação do icônico humorístico norte-americano, à frente do script.
 
O novo longa de Jason Moore, diretor de A Escolha Perfeita (2012), se apoia no modelo daqueles típicos filmes adolescentes em que uma festa sai totalmente do controle com um espírito absurdo da trilogia Se Beber Não Case. A diferença aqui é do ponto de vista, pois os festeiros da vez não são jovens e sim quarentões, e a dinâmica vem de duas protagonistas femininas. Maura (Amy Poehler) é a caçula responsável da família Ellis e enfermeira divorciada, enquanto Kate (Tina Fey), sua irmã mais velha, é uma mãe solteira que não consegue manter um emprego em qualquer salão de beleza.
 
Quando seus pais (James Brolin e Dianne Wiest), surpreendentemente, decidem pôr a casa onde as duas cresceram à venda, elas voltam a Orlando, na Flórida, com a obrigação de limpar o antigo quarto delas, cuja decoração colorida dos anos 80, com direito a pôster do Michael J. Fox e de Xanadu (1980), é um espetáculo à parte. No entanto, as irmãs decidem se lembrar dos bons momentos e também impedir que o imóvel seja vendido, promovendo uma grande festa de despedida da “Ellis Island”, como chamavam seus agitados eventos caseiros juvenis – em referência à ilha nova-iorquina que recebia os imigrantes no início do século XX.
 
Se para a ocasião, Kate e Maura convidam vários de seus ex-colegas de escola, Fey e Poehler têm, além de Pell no texto, uma série de ex-parceiros e ainda membros do elenco do Saturday Night Live em cena, a exemplo de Maya Rudolph, que, na pele da invejosa Brenda, entrega falas impagáveis, de um famigerado perfume a citações de uma famosa série. A maior fraqueza do roteiro, no entanto, está em sua trama pueril.
 
Contudo, para alguns, a grande questão da produção é seu teor vulgar e escatológico, ao nível dos filmes do Judd Apatow. Ele está mais presente nas falas do que em ações, mas, quando aparece, é marcante, como na cena em que James (Ike Barinholtz), o vizinho e interesse romântico da caçula, tem um acidente com uma caixinha de música.  
 
Neste sentido, há um frescor também nas atuações de Amy e Tina, com esta última saindo do tipo neurótico pelo qual ficou marcada e trocando de papel com a outra, em relação ao que fizeram na parceria cinematográfica anterior, a comédia romântica Uma Mãe Para o Meu Bebê (2008), ou até em Meninas Malvadas (2004), em que eram coadjuvantes no longa roteirizado por Fey. E se as duas compensam a falta de semelhança física com muita química para parecer verossímil suas personagens serem irmãs, é com muita sincronia no timing cômico que ambas não deixam o filme cair de ritmo – suas interações com a manicure coreana e a vendedora de roupas são hilárias – e deixam claro que o modelo do “bromance” merece mais versões femininas.

Nayara Reynaud


Trailer


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