Meu nome é Jacque

Ficha técnica

  • Nome: Meu nome é Jacque
  • Nome Original: Meu nome é Jacque
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2015
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 80 min
  • Classificação: 12 anos
  • Direção: Angela Zoé
  • Elenco:

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País


Sinopse

Jacqueline Rocha Côrtes nasceu homem, mas sempre se sentiu mulher. Neste documentário, ela mesma conta os passos de uma sofrida mas compensadora trajetória de vida.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

20/04/2016

Jacqueline Rocha Côrtes, ou simplesmente, Jacque, nasceu homem. Mas sempre se sentiu mulher. Hoje vive integralmente sua identidade, tem marido e filhos, convivendo com o HIV há mais de 20 anos.
 
Desde as primeiras cenas, em que Jacque cuida dos filhos, ela se mostra uma personagem cativante. Por isso, não há como não empatizar com seu relato da própria história, recheada de dramas e percalços.
 
Ela lembra do bullying, dos tapas, dos xingamentos que sofria, ainda criança, por sua diferença. Dos sentimentos de inadequação, de sufocamento. Aos 14 anos, pensou em se matar, porque não via saída para seu impasse. Uma amiga impediu e Jacque foi parar no psiquiatra, que não ajudou muito.
 
O irmão, Renato, sempre foi seu aliado. Ela acampava com ele, usando roupas femininas. Acabou indo fazer dança, conhecendo Lennie Dale, os Dzi Croquettes, numa época em que, apesar da ditadura militar, a questão da sexualidade cobrava espaço. Mas, pela independência financeira, largou o balé, foi ser professora de inglês.
O marido, Vítor, é seu primo. Rejeitado pelos pais por ser gay, saiu de São Fidélis e veio morar em São Paulo, com a tia, mãe de Jacque. Quando se conheceram, tinha 15 anos, ela 33. Na época, se aproximaram, mas não tiveram romance. Só seis anos depois, quando ele voltou a São Paulo e pediu para morar com ela. Logo viveram um drama – Jacque teve problemas cardíacos e colocou quatro pontes de safena. Na mesma época, descobriu-se com HIV.
 
Ela achou que ia morrer, mas não se entregou. Virou ativista dos direitos gays e trans. Chegou a trabalhar no Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Representou o governo na ONU em eventos ligados à questão da saúde e da sexualidade.
 
Outra virada a aguardava: Jacque desistiu da notoriedade e escolheu tornar-se mãe. Foi morar em Araruama (RJ), com duas crianças adotadas que são irmãs – um encanto – e Vítor, que trabalha como cabeleireiro. Uma família amorosa, como não pode haver melhor.

Neusa Barbosa


Trailer


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