A era do gelo - O big bang

Ficha técnica

  • Nome: A era do gelo - O big bang
  • Nome Original: Ice Age 5: Collision course
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2016
  • Gênero: Infantil, Animação
  • Duração: 100 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Mike Thurmeier
  • Elenco:

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Sinopse

Mais uma vez, a loucura do esquilo Scrat por sua noz causa desastres. Desta vez, ele desencadeia o big bang no espaço. Isso pode causar a destruição do mundo gelado onde vivem Manny, Diego, Sid e os outros animais pré-históricos.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

30/06/2016

Não há mais um numeral no título para indicar. Mas, para os que perderam a conta, A Era do Gelo: O Big Bang já é o quinto filme da série de desventuras dos simpáticos animais pré-históricos, liderados pelo mamute Manny, a preguiça gigante Sid e o tigre-dentes-de-sabre Diego. Se no primeiro longa, de 2002, eles tinham que cuidar de uma criança humana; tentaram escapar do degelo no segundo, em 2006; dos dinossauros no terceiro, de 2009; e voltar para o bando, que ficou em outro continente durante a Pangeia mostrada no quarto, de 2012. A nova animação leva agora a franquia para o espaço, literalmente.
 
Mais uma vez, a culpa é do persistente esquilo Scrat e sua eterna saga pela noz perfeita, que ganha cada vez mais destaque nestes 15 anos, com ele sendo, no prólogo e em trechos seguintes, um agente modificador da trama, tal como na produção anterior. O atrapalhado animalzinho é o responsável pela reorganização do Sistema Solar como conhecemos hoje e por iniciar uma contagem regressiva para o fim do mundo, que pode extinguir os mamíferos na Terra – como se vê, o “big bang” do que parece ser o último capítulo da série não tem muito a ver com a criação do universo.
 
Além do perigo iminente da extinção, os laços familiares também são um tema recorrente da franquia. Embora Sid (John Leguizamo no original/Tadeu Mello na versão nacional) ainda continue na sua busca por um amor e Diego (Denis Leary/Márcio Garcia) tenha dúvidas se ele e Shira (Jennifer Lopez/Andrea Suhett) seriam capazes de iniciar uma família, o principal drama neste quesito é o de Manny (Ray Romano/Diego Vilela). Amora (Keke Palmer/Bruna Laynes), sua filha com Ellie (Queen Latifah/Carla Pompílio), já não é mais uma adolescente e está namorando Julian (Adam Devine), um jovem mamute descolado, com quem deseja se casar e rodar o mundo, para o desespero do pai enciumado.
 
Com um numeroso conjunto de personagens acumulados ao longo das produções, como Buck (Simon Pegg/Alexandre Moreno), a louca e sábia doninha da terceira história que volta para alertar a todos, o mais recente capítulo ainda adiciona novas figuras ao elenco. Como Shangri Lhama (Jesse Tyler Ferguson), líder de uma comunidade alternativa onde vive a preguiça hippie new age Brooke (Jessie J, que canta a música inédita My Superstar no encerramento, mesmo na versão dublada, com a voz de Ingrid Guimarães), e de um bando de dinossauros, incluindo o rejeitado Roger (Max Greenfield/o youtuber Whindersson Nunes).
 
Este excesso cria, portanto, uma cacofonia de vozes, na qual nenhuma delas é ouvida, não havendo espaço para desenvolver estes personagens. O que fica evidente quando até o querido Sid parece não exercer o mesmo efeito cômico e afetivo de antes no roteiro de Yoni Brenner, Michael J. Wilson e Michael Berg, que já conhecem este universo gelado. Por isso, sente-se a ausência na direção do brasileiro Carlos Saldanha, que esteve à frente dos três primeiros filmes da série e permanece na função de produtor executivo, a mesma que executou no quarto longa.
 
Mike Thurmeier, que ocupa a posição desde A Era do Gelo 3 e tem agora o animador Galen T. Chu como codiretor, continua apostando na comédia física de Scrat, que ainda funciona, mas não é suficiente para sustentar toda a narrativa. O tom pastelão permeia as constantes piadas lançadas por quase todos os membros do elenco, sendo que a avó de Sid (Wanda Sykes/Nádia Carvalho), mesmo estereotipada, é uma das poucas a turbinar o rarefeito humor apresentado. Para ajudar, a versão nacional recorre a um ostensivo leque de gírias do momento que torna a dublagem forçada e, possivelmente, datada.
 
O exagero cômico permeando o pequeno drama torna tudo muito caótico, tal qual a situação proposta pela obra, porém, não de uma maneira intencional e efetiva. Se o 3D é bem utilizado em momentos pontuais, em nada se mostra indispensável. Contudo, é a abordagem científica de conceitos da física, por exemplo, nem sempre correta, mas convidativamente introdutória para os pequenos, o principal feito da nova produção da franquia, cujo furor e novidade foram para o espaço junto com Scrat. Se não conquista mais o antigo público, agora já adulto, A Era do Gelo: O Big Bang, ao menos, garante um entretenimento básico para as crianças.

Nayara Reynaud


Trailer


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