D.P.A. – Detetives do Prédio Azul

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Leocádia, síndica do prédio azul e bruxa, dá uma festa a seus colegas de escola de bruxarias. Uma série de roubos, no entanto, ameaçam a integridade do prédio azul. Um trio de detetives-miríns investigará os crimes para evitar que a construção seja implodida.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

12/07/2017

Série de sucesso na televisão, Detetives do Prédio Azul, D.P.A., chega ao cinema tentando equilibrar os dois formatos – manter um pé na tradição que fez sua fama, e outro na linguagem cinematográfica. O resultado, apesar de bem-intencionado, é irregular, especialmente porque a trama não sustenta seus 90 minutos de duração, embora o elenco infantil seja bastante carismático.
 
Talvez o que falte ao filme seja um vilão mais forte para impulsionar a trama. No caso, a vilã é a síndica do prédio azul, que fica no Rio de Janeiro, Leocádia – interpretada com gosto por Tamara Taxman –, que é uma bruxa de verdade. O filme começa quando ela dá uma festa para seus colegas de escola de magia – as crianças, mesmo barradas, conseguem penetrar na reunião dos amigos.
 
Uma série de crimes acontece, e, no dia seguinte, o prédio azul amanhece repleto de rachaduras, fazendo com que seja condenado à implosão. Isto obrigaria o trio de amigos- detetives, (Anderson Lima), Sol (Letícia Braga) e Pippo (Pedro Henriques Motta), a se mudar e se separar. Porém, suas investigações irão levá-los a outros magos e bruxas. Bibi Capa Preta (Mariana Ximenes), Mari P. (Maria Clara Gueiros), Temporão (Ailton Graça) e Jaime Quadros (Otávio Müller) foram furtados na mesma festa. Descobrir o responsável pelos crimes pode reverter a destruição do prédio.
 
Dirigido por André Pellenz – responsável pelas 8 primeiras temporadas da série na televisão e também Minha mãe é uma peça – a partir de um roteiro de Flávia Lins e Silva (criadora da série) e L.G. Bayão, o filme traz um clima um tanto nostálgico (que lembra as aventuras dos romances da série Vaga-Lume, que fez sucesso especialmente nos anos de 1970 e 1980), mas não destituído de modernidade. O longa, na verdade, brinca exatamente com isso: como manter uma infância “à moda antiga” equilibrada com o conforto (e extravagâncias) tecnológicas do presente?
 
Numa tentativa de diferenciar o filme de formato de episódio da televisão, o longa também traz o trio de detetives originais - Caio Manhente, Letícia Pedro e Cauê Campos – para ajudar os novos a solucionar o caso. É uma sacada boa que deverá agradar desde os fãs mais antigos – a série estreou em 2012 – até os mais novos, que nem tinham idade para ver televisão quando o programa começou.

Alysson Oliveira


Trailer


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