Malasartes e o duelo com a morte

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Pedro Malasartes é um caipira divertido, que vive pregando peças nos outros. Só não cai nas suas piadas Próspero, irmão de sua namorada, Áurea, a quem o rapaz deve dinheiro. Fora isso, vem à Terra buscá-lo a própria Morte, que está empenhado em colocar Malasartes em seu lugar no outro mundo, apagando as chamas das vidas das pessoas.


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Crítica Cineweb

02/08/2017

Num filme como Malasartes e o Duelo com a Morte, que se orgulha de suas mais de 50% de cenas geradas por computador, não é pouca façanha que seu maior trunfo esteja no elenco, encabeçado pelo ator pernambucano Jesuíta Barbosa, compondo um extraordinário protagonista como o personagem tradicional de contos populares ibéricos que é retirado do esquecimento pelo diretor Paulo Morelli.
 
Não por acaso, Morelli resgata também a nostalgia da comédia caipira, numa homenagem ao mais célebre intérprete do Malasartes no cinema nacional, o comediante Amácio Mazzaropi, num filme de 1960 (As Aventuras de Pedro Malasartes).
 
No roteiro, Morelli faz um cruzamento com outras mitologias, como a greco-romana, inserindo na história as personagens das Parcas, as três irmãs que determinavam os destinos de deuses e humanos a partir do tear em que teciam os fios da vida. Aqui, o trio é composto pela Cortadeira (Vera Holtz), a Tecedeira (Luciana Paes) e a Fiandeira (Julia Ianina).
 
Nesse enredo marcado pela fantasia e o sobrenatural, o malandro camponês Malasartes leva sua vidinha simples mas sempre empenhado em espertezas destinadas a lhe trazer vantagens ou, simplesmente, para divertir-se à custa de alguém – como ele faz na sequência inicial, enrolando com uma história de passarinho o matuto Zé Candinho (Augusto Madeira).
 
Por suas malandragens, Malasartes encontrou um inimigo em Próspero (Milhem Cortaz), a quem deve muito dinheiro e, para seu azar, é irmão de Áurea (Ísis Valverde), a paixão de Malasartes. Mas o grande desafio à espera do malandro é ninguém menos do que a Morte (Julio Andrade), seu misterioso padrinho de batismo que está de volta para reclamar o afilhado como seu substituto no outro mundo, já que está entediado de apagar as vidas da humanidade. A morada da Morte, aliás, é onde se vê a maior parte dos efeitos, com uma infinidade de velas que representam as chamas da vida de cada pessoa e com direito a voos da Morte e seu assistente, Esculápio (Leandro Hassum).
 
Trata-se de um elenco dos sonhos, muito afinado e entregue à manutenção do clima cômico-fantástico, esticando ao máximo o fio de uma história extremamente simples. É de se perguntar qual o público que o diretor teria em mente. Seria o infanto-juvenil, já que o enredo, em vários momentos, flerta com O Castelo Rá-Tim-Bum? Mas será que essa nostalgia do próprio personagem ainda resiste no­­­ gosto desse público hoje? Ou seria a busca do “filme para toda a família”, com todo o risco de produto genérico que está implícito na fórmula ? Esse será o grande teste do filme.

Neusa Barbosa


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