Kingsman - O círculo dourado

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Eggsy trabalha na agência secreta Kingsman. Depois de um atentado, descobre que também existe uma outra agência norte-americana chamada Statesman. Com a ajuda dos novos colegas, tenta impedir que uma traficante internacional domine o mundo.


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Crítica Cineweb

19/09/2017

Havia um humor um tanto bizarro, levemente ofensivo – mas tão estilizado que não dava para levar muito a sério – no primeiro filme da série Kingsman. O longa, dirigido por Matthew Vaughn, foi um sucesso inesperado, por isso ganhando uma continuação que potencializa (piorando) o que havia de mais exagerado naquele outro longa. Os corpos se empilham encharcados em poças de sangue nas inexplicáveis 2h21 de projeção.
 
Uma espécie de James Bond armado e sem qualquer apreço à vida humana ou mulheres, Kingsman é feito para uma geração que cresceu na frente do videogame disparando tiros virtuais. O protagonista Eggsy (Taron Egerton) é a materialização dessa fantasia: um garoto inglês comum chamado para o serviço secreto no qual é treinado para matar. De brinde, ele conquista, literalmente, uma princesa sueca (Hanna Alström).
 
Sendo um dos poucos sobreviventes de um atentado contra a agência Kingsman, Eggsy conhece a respectiva agência americana, a Statesman, que se disfarça como uma destilaria de bourbon – todos seus membros têm nome de bebida, como Uísque (Pedro Pascal) e Tequila (Channing Tatum), além de Ginger (Halle Berry), que não sai a campo, e Champ (Jeff Bridges), o diretor. O protagonista também irá encontrar seu antigo mentor, Harry (Colin Firth), que não morreu depois de levar um tiro na cabeça, apenas perdeu um olho e a sanidade.
 
A vilã da vez é Poopy Adams (Julianne Moore), que vive numa área que reproduz toda a arquitetura e imaginário pop dos anos de 1950. É uma espécie de utopia, onde apenas ela é feliz, e de onde distribui para o mundo uma potente droga, que lhe permitirá governar o planeta.
 
A trama – assinada pelo diretor e Jane Goldman – não é lá grande coisa, mas permitiria boas cenas de ação e algum humor. Mas Vaughn insiste na histeria de perseguições e tiroteios sem fim, e entre um e outro momento desnecessariamente sexista, como quando Eggsy introduz com um dedo um dispositivo pela vagina de uma personagem (Poppy Delevingne).
 
Até os filmes de James Bond mudaram seus rumos quando Daniel Craig assumiu o papel-título em 2006, e as personagens femininas ganharam mais densidade, deixando de ser meras figuras descartáveis – então disponíveis apenas para vilanias baratas ou sexo. A franquia Kingsman, por sua vez, vai na direção contrária, e celebra o que há de pior no gênero em sua misoginia.

Alysson Oliveira


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