Chocante

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Nos anos de 1990, a boy band Chocante conheceu o sucesso, mas um incidente num programa de televisão acabou com o grupo. Duas décadas depois, se reencontram no velório de um antigo colega, e surge a possibilidade do grupo voltar.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

20/09/2017

Como toda boy band que se preze, Chocante tinha uma data de validade, que expirou quando aconteceu uma polêmica num programa de televisão ao vivo. Duas décadas depois do fim, Téo (Bruno Mazzeo) trabalha como cinegrafista de eventos, seu irmão Tim (Lucio Mauro Filho) é oftalmologista, Clay (Marcus Majella) faz anúncios de promoções no alto-falante de um supermercado, e Tony (Bruno Garcia) é motorista do Uber. Eles se reencontram no velório do quinto membro da banda, e também conhecem a única fã que o grupo ainda tem, Quézia (Debora Lamm).
 
É dela a ideia da reunião do grupo Chocante, que poderia, inclusive, fazer um show. Sem patrocínio ou lugar para a apresentação, eles procuram o antigo empresário, Lessa (Tony Ramos), que sugere um novo membro, Rod (Pedro Neschiling), recém-vencedor de um reality show e celebridade da internet, com milhares de seguidores em suas redes sociais.
 
Dirigido por Johnny Araújo (O Magnata) e Gustavo Bonafé, Chocante é um filme sobre o contraste da cultura pop dos anos de 1980/1990 e do presente. O neon e glitter assumidamente cafonas daquela época dão lugar ao mundo digital de Rod, cada vez mais ávido por uma fama que, não percebe, é passageira.
 
Seus novos colegas de banda – que não o recebem muito bem, é bom salientar – têm noção disso. E cada um vive uma vida infeliz pós-fama. Nesse sentido, Chocante é um filme melancólico, sobre quatro homens adultos que não conseguem superar o passado. Tim é infeliz com a mulher controladora (Priscila Assum) e no trabalho. Téo nunca superou a separação da mãe de sua filha, Julie (Renata Gaspar), que também foi uma espécie de groupie da banda, e se esforça para ser um bom pai para Dora (Klara Castanho).
 
Há momentos de boas sacadas de humor no filme – especialmente quando contrasta o passado e o presente mal resolvido dos personagens –, mas a narrativa nunca deslancha. Falta uma dose de ritmo para que o filme aconteça e consiga tirar mais proveito das situações que cria, mas que nem sempre explora todo o seu potencial. 

Alysson Oliveira


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