Meu corpo é político

Ficha técnica

  • Nome: Meu corpo é político
  • Nome Original: Meu corpo é político
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2016
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 72 min
  • Classificação: 12 anos
  • Direção: Alice Riff
  • Elenco:

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País


Sinopse

Documentário retrata quatro personagens, moradores da periferia paulistana: as transexuais Paula Beatriz, diretora de escola no Capão Redondo; Giu Nonato, fotógrafa; Fernando, universitário e operador de telemarketing; e a famosa MC queer Linn da Quebrada.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

17/11/2017

Premiado como melhor longa brasileiro no festival Olhar de Curitiba 2017, o documentário Meu Corpo é Político, de Alice Riff, traça o perfil de quatro personagens da periferia paulistana: três transexuais, Paula Beatriz, uma diretora de escola no Capão Redondo; Giu Nonato, uma fotógrafa; Fernando Ribeiro, universitário e operador de telemarketing; e a famosa MC queer Linn da Quebrada (que também atuou em Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano). Nada mais eloquente do que esses filmes para normalizar o olhar sobre estes personagens, contrapondo um discurso de intolerância que tenta infiltrar-se na realidade brasileira atual.
 
Pouca coisa poderia ser mais comum, aliás, do que o cotidiano dessas quatro pessoas, começando por apresentar a casa de Paula, placidamente tomando café da manhã com sua mãe, ouvindo um programa evangélico no rádio. Em processo de transição sobre a própria identidade sexual, Giu é vista num ponto de ônibus. Fernando, em seu trabalho como operador de marketing e assistindo aulas à noite, numa universidade. A mais esfuziante é mesmo Linn, com seu notório cabelo cor-de-rosa, tomando metrô, dando aulas de teatro ou realizando seus magnéticos shows – ela nasceu mesmo para brilhar.
 
A história de cada uma das personagens é ouvida, vista, vivida na tela, com total simplicidade – qualquer um pode ver, entender. Não há mistério, apenas a realidade da identidade, do cotidiano de cada uma delas, procurando viver seu tempo, sua história. Nesse sentido, o filme é quase educativo, sem pretender sê-lo. Algumas conversas/encontros, na verdade, até procuram explicitar demais certas dificuldades, como a sequência que mostra Fernando às voltas com os entraves burocráticos que o impedem, por enquanto, de assumir o nome que corresponde à identidade sexual que ele assume como sua.
 
De todo modo, estes pequenos equívocos não tiram do filme sua honestidade e impacto. É particularmente luminosa a sequência em que os quatro personagens se encontram para uma saída à noite, trazendo à tona o lado lúdico de ser, de simplesmente existir. Isso também é político.

Neusa Barbosa


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