Os parças

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Locais de filmagem


Sinopse

Por uma série de equívocos, um quarteto de malandros que trabalha na região da 25 de Março, no centro de São Paulo, precisa se unir para organizar o casamento da filha de um contrabandista quando a vida deles passa a depender disso.


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Crítica Cineweb

21/11/2017

O diretor Halder Gomes é conhecido por fazer um cinema protagonizado por tipos populares em alguma cidade do Nordeste brasileiro. Seu humor, em Cine Holliúde e O Shaolin do sertão, é peculiar, brincando com regionalismos e o estranhamento entre as regiões do país. Em Os parças, mantém os protagonistas, mas muda o cenário – sendo o principal a rua 25 de Março, no centro de São Paulo, conhecida por seu comércio popular.
 
Os personagens principais são um locutor de loja, Toinho (Tom Cavalcante), dois malandros que vivem de pequenos expedientes na rua, Ray Van (Whindersson Nunes) e Pilôra (Tirullipa), e um técnico de informática, Romeu (Bruno de Luca), que são obrigados a participar de um golpe para salvar suas vidas. Mário (Oscar Magrini), dono de uma agência de matrimônios na 25, é contratado para fazer o casamento de Cíntia (Paloma Bernardi), filha de um contrabandista (Taumaturgo Ferreira), rico e poderoso, conhecido por matar seus desafetos.
 
Quando Mário foge levando o pagamento, e sobra para os quatro protagonistas organizarem a cerimônia, não há nada que fuja do esperado clichê com o que se segue no filme, roteirizado por Claudio Torres Gonzaga. O quarteto aplicará alguns golpes e utilizará sua sagacidade e malandragem para fazer a festa sem dinheiro, apenas com artigos encontráveis na 25.
 
Há também uma subtrama policial, envolvendo o namorado de Cíntia (André Bankoff), um traficante interpretado por Carlos Alberto de Nóbrega e a mulher do contrabandista (Carolina Chalita), que parece fazer parte do filme apenas para o alongar nos obrigatórios 90 minutos. Obrigatórias também são as microparticipações de famosos, no caso, aqui, Wesley Safadão e o jogador Neymar.
 
O humor do filme, como nos outros de Gomes, é ingênuo, mas também com pitadas de conotações sexuais aqui e ali. O grande problema é que, excetuando Cavalcante, que faz exatamente o que sempre fez na televisão, nenhum dos intérpretes parece confortável o suficiente em seu personagem – nem os centrais, muito menos os coadjuvantes, que incluem Ricardo Macchi, Milhem Cortaz e Pedro Henrique Moutinho.

Alysson Oliveira


Trailer


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