Extraordinário

Ficha técnica


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Sinopse

Auggie nasceu com grave deficiência genética, o que o obriga a passar boa parte da infância entre hospitais, submetido a cirurgias. Como consequência, ele ficou com o rosto um tanto deformado. Depois de educá-lo em casa até os 10 anos, os pais decidem que é o momento de ele ir para a escola e encarar o mundo lá fora.


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Crítica Cineweb

28/11/2017

August Pullman (Jacob Tremblay) tem 10 anos e nunca foi à escola. Até agora, recebeu educação em casa, de sua mãe, Isabel (Julia Roberts), devido a uma série de operações (27) a que foi submetido desde o nascimento, por conta de uma grave deficiência genética. Ao final do processo, Auggie, como é chamado, ficou com sequelas físicas – um rosto com cicatrizes, olhos caídos, lóbulos de orelhas deformados. Ou seja, um garoto que não passará despercebido agora que seus pais decidiram que é hora de mandá-lo à escola.
 
Baseado no best-seller da autora R.J. Palacio, Extraordinário, de Stephen Chbosky, apoia-se na típica estrutura do melodrama sobre um protagonista com alguma deficiência – cuja trajetória já se sabe que não será fácil. Assim, não se esquiva de um roteiro – assinado por Chbosky, Steve Conrad e Jack Thorne – que distribui os obstáculos no caminho de seu herói, a saber, a incompreensão e curiosidade dos colegas com o seu aspecto físico e a atuação de um bully (Bryce Gheisar).
 
Compreensivelmente, neste primeiro momento, a permanência de Auggie na escola não é o melhor dos mundos – ainda mais que ele não consegue fazer nenhum amigo, sendo tratado como se tivesse alguma doença contagiosa. Auggie, no entanto, é dotado de um peculiar senso de humor para enfrentar uma sorte nada perfeita. Ele é capaz de ditos espirituosos para cada situação, a partir de uma ironia desenvolvida à custa de seus próprios problemas. Fora isso, é claro, conta com uma família ultra-atenta e amorosa, da qual fazem parte também o pai, Nate (Owen Wilson), e a irmã mais velha, Via (Izabela Vidovic).
 
É no capítulo desta irmã que se deve falar da avó (Sonia Braga), que morreu, sendo hoje uma lembrança doída para a mocinha, um tanto ignorada pela mãe, atribulada pela fragilidade do caçula. Sonia aparece numa única cena, em flasback, numa conversa com a neta, a quem ela dedicava uma peculiar atenção.
 
Em alguns aspectos, o filme é bem eficiente – como a forma como retrata a maneira como a escola lida com o bullying a Auggie e também na composição de pelo menos dois personagens afro-americanos importantes, o professor de Auggie (Daveed Diggs) e o namorado de Via (Nadji Jeter). Deste modo, contribui para um certo aprendizado da tolerância e da diversidade que, ao que parece, está sendo importante reforçar nesta obscurantista era Trump.
 
Verdade que Extraordinário estica um pouco sua duração – especialmente no segmento da viagem da escola. Mas é amoroso com seu protagonista, que luta contra reações de piedade reforçando uma personalidade adorável, capaz de furar o cerco contra o predomínio das aparências e das primeiras impressões. Por isso, o filme não é tão choroso quanto à primeira vista poderia parecer.

Neusa Barbosa


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