Star Wars - Os últimos Jedi

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Depois de encontrar o mítico Luke Skywalker, Rey inicia seu treinamento como Jedi. Enquanto isso, a princesa Leia comanda a Resistência que, com a ajuda de Finn, Poe e Rose, tenta acender uma nova fagulha de esperança na galáxia muito, muito distante.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

28/11/2017

Depois do tradicional letreiro de abertura que situa a ação, Star Wars: Os últimos Jedi não perde tempo com preâmbulos e começa de onde O despertar da força (2015) parou: quando Rey (Daisy Ridley) encontra Luke Skywalker (Mark Hamill) numa ilha isolada e pede que ele a treine como uma Jedi. Essa é uma das inúmeras tramas do segundo episódio da nova trilogia.
 
Como todo episódio do meio em uma série de três, Star Wars: Os últimos Jedi sofre da maldição de ser apenas um condutor da narrativa maior que chegará ao seu clímax no próximo longa – previsto para 2019. Não que o filme, escrito e dirigido por Rian Johnson, não tenha começo ou o fim – até tem, mas, ao mesmo tempo, parece que muito do que se desenrola entre as duas pontas existe apenas para cumprir com os obrigatórios 150 minutos.
 
Apesar disso tudo, é inegável que Star Wars: Os últimos Jedi tem seus grandes momentos – alguns deles de apelo visual e muitos de apelo emocional, especialmente para os fãs – e é divertido. Mas, ao mesmo tempo, o filme traz em si um grande conflito entre a tradição e a modernidade. A sensação é de que toda vez que Johnson tenta levar seu longa para um novo lugar, injetar um fôlego, uma Força misteriosa o traz de volta a um terreno mais seguramente rentável da mitologia e da tradição.
 
Essa mesma tensão entre o estabelecido e a novidade está na trama. A geração mais veterana – formada por Luke e Leia (Carrie Fisher, em seu último papel no cinema) – precisa dar lugar para os novos, especificamente, Rey, Finn (John Boyega), Poe (Oscar Isaac) e Rose (Kelly Marie Tran), que é apresentada neste filme. A passagem do bastão, ou melhor, do sabre de luz de uma mão para outra tem um preço. Esse é o estabelecimento de uma nova mitologia, sem ferir a antiga.
 
Rey começa a ser treinada por Luke e descobre que ser Jedi é bem mais complexo e metafísico do que ela imaginava. Envolve especialmente encontrar a Jedi que existe dentro dela mesma e tomar um lado da Força. É o mesmo conflito pelo qual passa Kylo Ren (Adam Driver), cujos pais, revelados no filme anterior, jogam sobre ele um peso da tradição. Freud, aliás, teria muito a dizer sobre os personagens do longa.
 
A trama custa a entrar nos eixos, e os primeiros minutos começam soando como uma paródia forçadamente cômica de Star Wars – especialmente nas cenas protagonizadas por Domhnall Gleeson, como o General Hux, que se torna a chacota e fonte de humor (nem sempre bem resolvido) do filme. Quando, finalmente, a narrativa de Johnson se encontra, Os últimos Jedi traz algumas surpresas e reviravoltas, com os velhos temas e motivos da série reciclados e requentados com nova roupagem e efeitos. Novamente, não que seja algo ruim, mas seria interessante ver mais ousadia.
 
As políticas de gênero de Star Wars sempre foram progressistas, dando espaço e papeis de destaque para as personagens femininas. Mas apenas nos filmes mais recentes elas ganharam realmente proeminência. Aqui, temos um filme basicamente conduzido pelas mulheres. Seja por Rey, em seu treinamento e posteriores desdobramentos, ou Leia liderando a Resistência. Entra em cena também uma Almirante feita por Laura Dern de cabelos roxos, e Rose em papel de destaque em sua parceria com Finn, para ajudar a, nas palavras do filme, “reacender uma fagulha de esperança”.
 
Se nos anos de 1970, o Star Wars original – até pouco tempo atrás chamado de Guerra nas Estrelas – foi um dos filmes que melhor captou a mudança na percepção do espírito da época – quando o espaço passa a ser preponderante sobre o tempo (tanto que as obras de ficção científica começam a mudar suas narrativas, e histórias em livros e filmes com viagem no espaço se tornam mais recorrente do que a viagem no tempo). Aqui, em sintonia com o nosso presente, as questões que surgem são especialmente as de identidade e diferença – materializada, em boa parte da narrativa, por Rey e Kyle. Eles sedimentam em si a dualidade, o conflito de forças: nada é completamente bom o tempo todo, nem completamente mau. Qual lado escolher? Mais do que isso: como escolher um lado?

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 14/12/2017 - 13h57 - Por Gildo Araújo Guerra nas Estrelas virou um caça-níquel mequetrefe.
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