Fala sério, mãe!

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Ãngela é uma mulher que se dedica à família e tem na filha mais velha, Malu, um modelo em que exerce sua superproteção. Quando a garota chega à adolescência, os conflitos entre as duas explodem, porque Malu está cansada de pagar mico por causa dos excessos da mãe.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

11/12/2017

Comediante que é marca registrada de sucessos como De Pernas pro Ar e Minha Mãe é uma Peça, Ingrid Guimarães dá sinais de cansaço na imagem que a consagrou e entra no piloto automático em Fala Sério, Mãe, que protagoniza ao lado de Larissa Manoela.
 
Nada a ver com o talento e o timing cômico inegáveis de Ingrid. Mas o roteiro, criado por ela, ao lado de Paulo Cursino e Dostoiewski Champagnatte, é uma sucessão de lugares-comuns, em que ela nunca se arrisca fora de sua zona de conforto. Daí, o máximo de provocação, de faísca, que esta história – adaptada de livro homônimo de Thalita Rebouças – lhe oferece está em situações constrangedoras que esta mãe superprotetora cria para a filha Malu (Larissa), as piores envolvendo humor de banheiro, estas do nível de programa ruim de televisão.
 
O filme estica-se como uma longa espiral em torno de Ângela Cristina (Ingrid) e Malu, envolvendo todas as projeções maternais dela sobre a filha mais velha. Uma das raras boas cenas envolve a personagem quando menina (interpretada por Vitória Magalhães), numa aula de balé. A garotinha, visivelmente, não quer nada com as sapatilhas, mas a mãe insiste. A resistência da pequena Malu rouba a cena.
 
Quando Malu entra na adolescência é que as crises entre as duas se aceleram. Faria muito bem ao filme explorar situações comuns, cotidianas, de maneira leve, mas isso não acontece. A direção de Pedro Vasconcelos é burocrática e as sequências em que a mãe faz a filha pagar mico num ônibus escolar e outras não destilam o humor. Diretor e elenco parecem estar seguindo um formulário de gags. É tudo forçadinho, assim como a cena em que Paulo Gustavo, interpretando ele mesmo, aparece num supermercado e é obrigado a tirar selfies com todos os membros da família.
 
O marido (Marcelo Laham) e os outros dois filhos são meros acessórios, quando poderiam ter participações que poderiam contribuir para um todo mais orgânico. Neste artificialismo, a comédia se perde numa série de chavões esquecíveis.

Neusa Barbosa


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