Jumanji – Bem-vindo à selva

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Quatro adolescentes encontram um videogame antigo e são capturados para dentro do jogo, transformando-se nos avatares que escolheram. Para conseguir voltar para casa, precisam salvar o mundo de Jumanji, que está ameaçado.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

11/12/2017

Quando lançado em 1995, Jumanji, protagonizado por Robin Williams e  Kirsten Dunst, era uma aventura com efeitos especiais impressionantes para a época. Não era lá um grande filme, mas era divertido. Ver animais enormes correndo pela casa era parte da diversão e do que havia de especial ali. Vinte anos depois, os efeitos digitais avançaram muito e pouco impressionam o público, que já viu praticamente de tudo – desde hobbits a dinossauros e dragões, sem falar em criaturas de outros planetas. Então, nesse quesito, Jumaji: Bem-vindo à selva tem pouco a acrescentar – mas o pior é que em outros aspectos, também.
 
No filme dirigido por Jake Kasdan (filho de Lawrence Kasdan, e diretor de Professora sem classe), quatro adolescentes estereotipados se transformam em quatro adultos estereotipados que viveram uma aventura sem muita graça em ritmo de videogame. O problema em todo filme-videogame, e aqui não é diferente, é que sempre é melhor jogar a assistir os outros jogando. A sensação que se tem aqui é de passar 2 horas vendo pessoas se divertirem (ao menos para os padrões deles), enquanto o público só fica olhando.
 
Spencer (Alex Wolff), o nerd, “Refrigerador” (Ser’Darius Blain), o fortão pouco inteligente, Bethany (Madison Iseman), princesinha do Instagram, e Martha (Morgan Turner), uma “garota-na-dela” e sem amigos, acabam de castigo e devem limpar um porão na escola. Lá encontram um antigo videogame que, estranhamente, ainda funciona, e, mais estranhamente ainda, depois que escolhem seus avatares, são sugados para dentro do jogo.
 
Eles se transformam, respectivamente, em um explorador de braços gigantes, bom coração e muita inteligência, vivido por Dwayne Johnson, um biólogo meio saco de pancadas e alívio cômico (interpretado por Kevin Hart), um geógrafo (Jack Black) e uma exploradora com o dom de lutar dançando (Karen Gillan). Metade do filme consiste em explicar as regras do mundo de Jumanji, que está prestes a acabar porque o vilão (Bobby Cannavale) roubou uma esmeralda do topo de uma montanha. Se ela não for devolvida, o jogo termina e os adolescentes nunca mais voltarão para casa.
 
Cada um deles têm três barras tatuadas no braço que representam suas vidas e, a cada vez que “morrem”, perdem uma – ou seja, é preciso que morram duas vezes para poder trazer algum sentido de empolgação à trama, pois até então sabe-se que irão voltar ao jogo –, transformando o longa em algo um tanto enfadonho. E um filme com cobras, jacarés e a música Baby, I love your way não tem o direito de ser tão sem graça.

Alysson Oliveira


Trailer


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