Maze Runner - A cura mortal

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Após um apocalipse causado por um vírus misterioso, jovens imunes são capturados pela corporação CRUEL. Thomas, o protagonista da série, porém, fará de tudo para salvar seu amigo Minho, que foi levado.


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Crítica Cineweb

09/01/2018

 A trilogia Maze Runner, que, com A Cura Mortal, chega ao seu último capítulo, tem um lugar curioso na febre de adaptações de distopias juvenis. Nunca alcançou o sucesso de Jogos Vorazes, que, em 2012, deu início a essa moda, mas também não foi um fracasso como Divergente (enterrada antes de sua conclusão) e A 5a Onda (natimorta). É difícil explicar como a série se sustenta até agora porque não tem muito de especial – nem na trama (mais uma distopia que banaliza o gênero na correria), nem nos personagens ou elenco – mas de qualquer forma, fez bilheteria suficiente para se manter até o fim.
 
Novamente dirigido por Wes Ball, o longa acompanha a saga de Thomas (Dylan O’Brien) num mundo mortalmente destruído por um vírus que devora rapidamente o cérebro de suas vítimas, transformando-as em zumbis. Algumas pessoas são imunes a esse mal e nelas pode estar a cura – mas que não deverá ser democraticamente compartilhada quando descoberta.
 
O diretor e seu roteirista, T.S. Nowlin, também responsável pelos dois filmes anteriores, não perdem tempo com explicações ou recapitulações – é como se já soubessem que a essa altura não vão conseguir novos fãs, então fazem o filme exatamente para o seu público cativo. A trama começa com Thomas e sua turma tentando salvar um amigo deles, Minho (Ki Hong Lee), que está preso num trem, capturado pela organização CRUEL (um nome autoexplicativo) sendo levado para a Última Cidade (outro termo que se explica a si mesmo), onde vive a elite que se salvou da peste.
 
O resgate é espetacular e os heróis salvam dezenas de jovens saudáveis. Mas Minho não está entre eles, o que se transforma na desculpa para 110 minutos de correrias, gritos e explosões: Thomas não vai desistir de salvar seu amigo. Não vai! E, por quase duas horas, perseguições mirabolantes acontecem para que os protagonistas cheguem ao lugar protegido.
 
Cientistas – entre eles, Theresa (Kaya Scodelario), um affair de Thomas – procuram a cura para a doença mortal, enquanto a elite – a personagem de Patricia Clarkson entre eles – resolve o que fazer com o que sobrou do mundo e como construir um novo futuro. Surgem aí temas típicos do gênero – especialmente a diferença entre classes – que o filme não se importa em explorar – afinal, não rendem perseguições.
 
A meia-hora final – o filme tem inexplicáveis 140 minutos! – é gasta resolvendo toda a trama – enfim, o que não foi feito até então. É preciso concluir também o estapafúrdio triângulo amoroso entre Thomas, Teresa e Brenda (Rosa Salazar), uma amiga rebelde do rapaz. Mas os personagens são tão rasos e suas emoções tão banais que um zumbi devorando alguém demonstra mais sentimentos do que o trio todo.

Alysson Oliveira


Trailer


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