Um lugar silencioso

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 3 votos

Vote aqui


Locais de filmagem


Sinopse

Os humanos estão ameaçados por alienígenas carnívoros, que são atraídos pelo som. Para sobreviver, uma família precisa viver em completo silêncio. Mas quando Evelyn fica grávida, eles precisam elaborar um novo plano de sobrevivência.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

14/03/2018

A premissa de Um lugar silencioso é intrigante – mas pouco explicada no filme. Numa Terra assolada por um ataque alienígena, uma família precisa sobreviver isolada em sua casa, num ambiente rural. Acontece que as criaturas – que devoram humanos – percebem as pessoas pelo som. Por isso, ninguém pode fazer barulho algum.
 
John Krasinski é um diretor que não parece confiar muito no poder da sugestão. Por isso, em seu filme, ele sentre necessidade de ser explícito quase o tempo todo, pois, na sua lógica, isso cria tensão. Com roteiro escrito por ele e Scott Beck e Bryan Woods, Kransinski também protagoniza o longa ao lado de sua mulher, Emily Blunt.
 
Ao lado dos três filhos pequenos, o casal Lee e Evelyn tenta sobreviver. A primeira sequência – até a aparição de um dos monstros – é promissora: a família toda está numa loja pegando mantimentos e remédios. A comunicação é feita apenas pela troca de olhares e alguma linguagem de sinais.
 
Algo bem assustador acontece e o filme avança em mais de um ano, quando Evelyn está grávida, e a sobrevivência da família se complica. Há todo um esquema de proteção, envolvendo luzes e outros aparatos, mas, em alguns momentos, o som é incontrolável – o barulho, o grito apenas escapa.
 
O filme explica muito e, ainda assim, não explica tudo. De onde vêm essas criaturas e o que querem? Que fim levaram os animais? Já foram todos devorados? E os outros humanos? Os membros dessa família são os únicos sobreviventes? Por que o barulho da natureza não desperta os alienígenas? Há um estratagema que resolverá todo o filme, e Um lugar silencioso se limita a revelar ao público, mas não aos personagens. Até que eles descubram (se é que irão descobrir) como se salvar, o filme é uma montanha-russa de sustos baratos.
 
Como na maior parte das histórias sobre apocalipse – seja em A Estrada ou Guerra mundial Z –, a estrutura familiar é o que permanece. Por família, entenda-se caucasiana, burguesa, formada por um casal heterossexual e filhos. Um lugar silencioso não desvia do padrão e, pelo caminho, coloca em cena todos os clichês envolvendo esse tipo de narrativa e esse tipo de personagens: sacrifícios, provas de amor, redenção estreitando os laços.
 
É bem verdade que Kransinski constrói momentos de tensão – seja na gravidez de Evelyn ou na ponta de um prego em pé na escada. Mas, novamente, tudo soa levemente gratuito para forçar no suspense e fazer o público pular da poltrona. Mais interessante, mas um tanto implausível, é o esquema que o casal criou para realizar o parto que, inevitavelmente, acontecerá no clímax.
 
Um lugar silencioso é um filme de sustos, eficiente nesse sentido. Tem um quê de M. Night Shyamalan sem frustrar no final, mas não vai além disso. O resultado é competente desde que não tente se passar por algo mais sofisticado do filme B que é.

Alysson Oliveira


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança