Deadpool 2

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Após sofrer um grande trauma, Deadpool tenta se matar, mas não consegue. Irá, então, reunir uma equipe de mutantes para proteger um garoto de um viajante no tempo chamado Cable.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

11/04/2018

O primeiro filme protagonizado pelo (anti)super-herói Deadpool tinha algo de subversivo ao insistir em ser mais uma comédia do que um filme típico do gênero. As piadas, muitas se entregando se pudor ao politicamente incorreto, eram a tônica. Foi uma aposta arriscada, que deu certo, e poucos dias depois da estreia, em 2016, uma continuação foi confirmada. Disputas (supostamente criativas) entre o astro da série, Ryan Reynolds, e o diretor do longa, Tim Miller, resultaram na saída deste, que foi substituído por  David Leitch (Atômica).
 
O que se diz é que Reynolds e Miller tinham visões bem distintas do que seria Deadpool 2, e o ator teve mais poder na hora de negociar com os produtores, e bater o pé para que o filme fosse da sua maneira. E sua maneira de enxergar o longa é como uma comédia escrachada que atira para todos os lados – eventualmente acertando alguns alvos, mas nem sempre.
 
A trama – escrita novamente por Rhett Reese e Paul Wernick, com a colaboração de Reynolds – é fiapo de história para segurar e justificar uma piada atrás da outra. Há uma tentativa (fraca e desnecessária) de trazer algo de emocional aqui, mas é o que menos funciona. O filme abre com Deadpool tentando se matar, e para explicar o motivo, ele volta no tempo, conta a sua história como justiceiro e o grande trauma que sofreu levando-o a querer tirar a própria vida. O problema, e sua salvação, é sua enorme capacidade de regeneração física.
 
Outra sorte de Deadpool é ter amigos que se importam com ele, como é o caso de  Colossus (Stefan Kapicic), uma criatura metálica e gigante que o leva para a Escola do Professor Xavier para Jovens Superdotados. Pouco depois, o protagonista se propõe a lidar com um jovem mutante problemático chamado Randall (Julian Dennison), que lança bolas de fogo com as mãos.
 
Deadpool, cujo nome é Wade, acaba se tornando uma espécie de figura paterna para o garoto, especialmente quando os dois são mandados para uma prisão especial para mutantes, conhecida como Geladeira. Do futuro, chega Cable (Josh Brolin), um sujeito forte e fisicamente modificado que, além de carregar uma pochete, tem a intensão de matar Randall. Para proteger o garoto, o protagonista monta uma equipe que se chamará X-Force, mas nem tudo sai como o planejado, e a maior parte do time certamente não estará na continuação, exceto a carismática Dominó (Zazie Beetz), cujo superpoder é ser excepcionalmente sortuda.
 
A velocidade das tiradas de humor é tão alta quando as das perseguições. Deadpool 2 não tem mira definida e sua metralhadora giratória faz piadas desde consigo mesmo, com seu astro (Reynolds), filmes de super-heróis (o protagonista morre de inveja de Wolverine), e também escatologias em geral. É engraçado? É em boa parte do tempo, mas também não vai além disso. Aí também tem a ver com a proposta do filme, alguns, como Pantera Negra, por exemplo, têm mais ambição, e, consequentemente, o tem mais a oferecer. 

Alysson Oliveira


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