Jurassic World - Reino ameaçado

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Anos depois do fechamento do Jurassic Park, a erupção de um vulcão ameaça a vida dos dinossauros que vivem livremente na ilha Nublar. Claire e Owen voltam para lá para salvar os animais. Mas os planos do assessor de um milionário os tornaram alvo de um plano muito mais assustador.


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Crítica Cineweb

13/06/2018

Um dos grandes avanços em Jurassic World – Reino ameaçado, em relação aos seus antecessores, é que finalmente os dinossauros deixam o confinamento de um parque e ganham o mundo. É melhor para o público, mas ameaçador para os personagens. O quinto longa da série – segundo da nova trilogia – consegue se concentrar mais na ação, uma vez que não precisa gastar tempo apresentando personagens, como Jurassic World – O mundo dos dinossauros, de 2015.
 
O catalão J. A. Bayona (Sete minutos depois da meia-noite) assume a direção e imprime correria do início ao fim, o que não quer dizer que os dinossauros não ganhem mais densidade, além dos notáveis avanços da tecnologia desde o primeiro filme da série, dirigido por Steven Spielberg, e lançado em 1997. Aqui, o cineasta combina toda a história criada com os filmes dos dinos com as ideias clássicas de filmes de monstros, transformando os répteis em verdadeiros personagens, um tratamento que eles nunca tiveram na série.
 
A Ilha Nublar está ameaçada com a iminente erupção de um vulcão, o que causará a segunda extinção dos dinossauros que ficaram vivendo lá desde o fechamento do parque. Claire (Bryce Dallas Howard) tornou-se uma ativista que luta pela causa da preservação dos dinossauros e tenta conseguir apoio dos políticos e da população em geral. Os animais e a manutenção de suas vidas são um assunto polêmico, mas ela consegue ajuda de um empresário rico e extravagante (James Cromwell), que tem um verdadeiro museu de história natural em sua casa, além de ter sido sócio do fundador original do Parque dos Dinossauros.
 
Claire, no entanto, sabe que sozinha não conseguirá muito e procura Owen (Chris Pratt), que se tornara, no filme anterior, uma espécie de “encantador de dinossauros” para ajudar na missão. A ideia é capturar pacificamente os animais e trazê-los para o continente. Porém, ao chegar à Ilha, descobrem que o plano arquitetado por Eli Mills (Rafe Spall), secretário do empresário patrocinador da expedição, é capturar e vender os dinos num leilão para os poucos absurdamente ricos do mundo.
 
A ameaça que a ética da ciência sofre diante da tentação do dinheiro sempre foi uma questão, embora não explícita na série – até aqui, quando os roteiristas Derek Connolly e Colin Trevorrow a colocam como um ponto central. As tentações não são poucas, já que mesmo alguns cientistas, como mostra o longa, sucumbem facilmente. Novos elementos surgem como complicadores dentro da série, e os limites da ciência também são testados. O renascimento dos dinossauros em laboratório é uma evolução ou uma ameaça? E depois de terem sido recriados, o que deve ser feito: abandoná-los ou tratá-los como animais comuns (mesmo com todo o perigo que oferecem à humanidade)? Há, por outro lado, momentos de extrema ingenuidade dentro do filme – especialmente num leilão no qual os dinossauros são vendidos. Criaturas raríssimas e poderosas como essas jamais seriam leiloadas por poucos milhões.
 
De qualquer forma, Bayona foi capaz de orquestrar um caos como nunca se viu na série, uma vez que o cenário foge do confinamento e da, de certa forma, segurança de uma ilha. O mundo inteiro está sob ameaça e o final apocalíptico serve como um gancho bem-vindo para os próximos filmes. 

Alysson Oliveira


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