O protetor 2

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Robert McCall simulou sua própria morte e não trabalha mais para a CIA, embora mantenha contato com uma antiga colega. Agora, como motorista de aplicativo, ele protege pessoas comuns, até que um crime o afeta de maneira mais pessoal.


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Crítica Cineweb

01/08/2018

Denzel Washington, aos 63 anos de idade, tem uma carreira de 40 anos, acumulando heróis, vilões e homens comuns em seu currículo – filmes grandes e médios na sua filmografia. Ele é um dos atores mais carismáticos de Hollywood e também o que há de melhor em O protetor 2 – sem seu carisma, o filme seria só mais um exemplar genérico de violência sanguinolenta, nada mais.
 
Denzel retoma o papel do ex-agente da CIA Robert McCall – inspirado num seriado de televisão dos anos de 1980 – que, depois simular a própria morte, vive longe dos amigos e conhecidos, salvando pessoas comuns em situações de risco, sem que elas saibam que ele é o anjo da guarda. Essa premissa do filme segura sua primeira metade, quando reencontramos o personagem.
 
O longa começa num trem, onde o protagonista duela com uma espécie de máfia turca para resgatar a filha pequena de uma conhecida, que foi sequestrada pelo pai. Isso não terá nada a ver com a trama do longa, é só mesmo para relembrar o que o personagem faz, e como ele faz. De volta ao lar, ele trabalha como motorista de aplicativo e, entre uma corrida e outra, vinga passageiros que sofreram abusos – como uma estagiária estuprada pelos seus chefes playboys. McCall trabalha sozinho. Não precisa de ajuda, com pontapés e sopapos é capaz de acabar com uma gangue inteira armada. O único contato que mantém com o passado é com uma ex-colega, Susan Plummer (Melissa Leo), que conhece toda sua história e, de vez em quando, o visita em Boston.
 
Escrito Richard Wenk, o filme começa a apontar para outros caminhos quando um crime acontece em Bruxelas. Meia hora depois, o longa retoma esse ponto e junta-o com a história de McCall. É aí que O protetor 2 se torna genérico, um filme de ação e vingança como outro qualquer – um Duro de matar com orçamento mais gordo.
 
Antoine Fuqua (Dia de treinamento, Invasão à Casa Branca) é um diretor competente de filmes de ação, e isso aqui é evidente. McCall espancando os playboys é uma cena de pura catarse. O problema é tudo o que isso significa. O personagem diz que procura apenas justiça – o Estado é falho e/ou lento em suas ações para punir, então cabe a ele.
 
É impossível não ver O protetor 2 como a fantasia de um homem de meia-idade que quer mostrar o quanto ele ainda é relevante para o mundo – e, nesse sentido, sua habilidade física e inteligência são de extrema importância. O pretexto da justiça é mero véu que tenta disfarçar a brutalidade fetichizada em que o filme se apoia. É um espetáculo de sangue e ossos partidos, disfarçado como algo legítimo. É impressionante a quantidade de vezes em se comenta “o que é ser um homem”. De acordo com o longa, é estar no topo de seu jogo, é comandar tudo, disfarçando seu ego frágil que não consegue lidar com o fato de que o mundo evolui. 

Alysson Oliveira


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