Fica mais escuro antes do amanhecer

Ficha técnica

  • Nome: Fica mais escuro antes do amanhecer
  • Nome Original: Fica mais escuro antes do amanhecer
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Drama
  • Duração: 87 min
  • Classificação: 14 anos
  • Direção: Thiago Luciano
  • Elenco: Caco Ciocler, Lucy Ramos, Thiago Luciano

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Locais de filmagem


Sinopse

Iran trabalha numa fábrica de gelo e vive num pequeno povoado com sua mulher, onde lidam com a dor pela perda do filho pequeno. A proximidade de um apocalipse, no entanto, muda a vida de todos.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

16/08/2018

Em seu segundo longa como diretor e roteirista, Fica mais escuro antes do amanhecer, Thiago Luciano mira em Lars von Trier – O Anticristo e Melancolia – mas os resultados estão bem distantes das obras originais. Logo na primeira cena, vemos um homem deitado no chão (o próprio Luciano), enquanto cai neve (ou seriam cinzas?) em câmera lenta. Mas nada de música de ópera ao fundo, nem o sexo explícito da abertura do filme do enfant terrible do cinema dinamarquês.
 
O que segue depois é uma fantasia de um apocalipse iminente e luto. Novamente, como em Melancolia, a Terra está ameaçada, mas não por um meteoro e sim um inverno e noite eterna, consequência de séculos de degradação humana do planeta. O homem da primeira cena é Iran, que trabalha numa fábrica de gelo – uma escolha irônica ou cínica do roteiro, não fica claro, assim como as várias metáforas e símbolos que são jogados ao longo do filme.
 
Iran e sua mulher, Lara (Lucy Ramos), sofrem com a perda do filho pequeno, e ela cai numa depressão profunda, que pode espelhar o estado moribundo do planeta. Ele, por sua vez, divide o tempo entre cuidar dela e o trabalho, na fábrica dirigida por Luciano (Caco Ciocler, quase irreconhecível debaixo de uma maquiagem pesada), um sujeito peculiar, obcecado por marrom-glacê.
 
Todos os personagens vivem num pequeno povoado, onde todo mundo se conhece e sabe tudo sobre a vida do outro. O apocalipse anunciado deveria ser uma forma de unir as pessoas, mas não é bem isso que acontece. Na verdade, os personagens aqui não são muito bem delineados, tudo é sempre muito vago.
 
É bem claro que, como roteirista e diretor, Thiago Luciano fez sua lição de casa, mas parece não saber muito bem o que fazer com tantas referências. Sua linguagem poética (especialmente nas imagens de André Besen, responsável por alguns dos bons momentos do longa), na maioria das vezes, soa forçada, assim como uma certa romantização do luto e da depressão. Como a narrativa não transcorre em ordem cronológica, as idas e vindas no tempo pouco acrescentam ao arco emocional do casal. Combina-se a isso uma trilha sonora excessiva e quase onipresente, de Teco Fuchs, à qual cabe o peso grave de transmitir emoções, uma vez que os diálogos e a ação não conseguem. É responsabilidade demais para as notas musicais. 

Alysson Oliveira


Trailer


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