Marcha cega

Marcha cega

Ficha técnica

  • Nome: Marcha cega
  • Nome Original: Marcha cega
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2018
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 88 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Gabriel Di Giacomo
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Manifestações em defesa do passe livre em São Paulo, em 2013, e contra a realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, terminaram em repressão policial violenta, colocando em xeque as políticas de segurança pública no Estado.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

12/09/2018

Marcha Cega, documentário do diretor Gabriel di Giacomo, narra a repressão policial-militar contra manifestações ocorridas em São Paulo entre 2013 e 2017, no calor do momento. E isso não é ruim para o filme. Houve tempo para a decantação e a avaliação, agora distante e serena, é trazida por alguns entrevistados, críticos desse tipo de atuação policial.
 
O fotógrafo Sérgio Silva, que ficou cego de um olho, atingido por uma bala de borracha disparada por um PM durante uma manifestação, é o fio condutor de uma história de despreparo e de violência descontrolada, observada ao longo do acompanhamento de cinco anos de repressão brutal a manifestações políticas de rua, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro.

São mostradas cenas violentas da atuação de policiais nas manifestações contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo, em 2013, que ficaram conhecidas como as "jornadas de junho"; os protestos contra a Copa do Mundo, em 2014; as ocupações das escolas por estudantes secundaristas paulistas, em 2015, e os atos contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, entre 2016 e 2017.

Em depoimentos de manifestantes presos e agredidos são narradas histórias de agressões injustificadas, torturas físicas e psicológicas, abuso de poder, flagrantes forjados e toda sorte de atos contestados por especialistas em segurança pública e militantes de direitos humanos.

São entrevistados o ex-secretário de Segurança Nacional, Luiz Eduardo Soares, e o tenente-coronel PM Adilson Paes de Souza, na reserva, defendendo uma mudança de postura da corporação militar, que consideram despreparada para enfrentar manifestações de rua, fazendo uso de uso desproporcional de força e munição. “Os policiais não conhecem os limites de sua atuação”, constata o militar.

Reviver essas cenas de truculência policial em passado tão recente, captadas graças à ação de jornalistas independentes, causa apreensão não só às pessoas e organizações comprometidas com a defesa dos direitos humanos, como também ao simples cidadão que, a qualquer momento, pode ser uma nova vítima.

O filme de di Giacomo chega às telas em um momento dramático vivido pelo País e precisa ser visto como documento de um período de arbítrios que precisa ser revisto e encerrado.

Luiz Vita


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