O doutrinador

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Sinopse

Miguel é um agente federal com um treinamento rigoroso. Após a morte de sua filha pequena, causada por uma bala perdida, ele se vinga matando políticos e empresários envolvidos num esquema de corrupção.


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Crítica Cineweb

05/10/2018

O doutrinador, adaptação dos quadrinhos de Luciano Cunha, é um filme que parece levar-se muito a sério. Excetuando sua premissa problemática, é um filme-pipoca com aspirações a ser um comentário político. Seu tema é a corrupção na política brasileira e seu personagem-título, um agente federal que, para vingar-se de uma bala perdida que matou sua filha pequena, mata um a um os políticos e empresários responsáveis por isso.
 
Kiko Pissolato interpreta o protagonista, Miguel, agente federal das forças especiais, bem treinado e honesto até que se transforma num vingador mascarado. Indo para um jogo do Brasil, na Copa, sua filha morre vestindo uma camisa da Seleção. Um tempo depois, meio que por acaso, durante uma manifestação contra um governador corrupto (Eduardo Moscovis), Miguel pega uma máscara que serve para proteger contra gás lacrimogênio e a coloca no rosto, invade a sede do governo e mata o político, literalmente, na porrada.
 
Transformado em misterioso justiceiro, questionado pela mídia – herói ou vilão? – enquanto rapidamente mata um a um os envolvidos no esquema corrupto que inclui a segurança pública e também o sucateamento do atendimento médico público. Uma eleição presidencial se aproxima e ele não vai deixar passar barato, perseguindo um empresário interpretado por Carlos Betão.
 
O Doutrinador conta com a ajuda da hacker Nina (Tainá Medina), quase uma Lisbeth Salander brasileira, menos tatuada e menos radical, que, quando descobre que o amigo está matando geral, diz: “Essa não é a forma de lutar contra tudo isso que está aí”. O elenco também conta com a excelente Natalia Lage, como ex-mulher de Miguel, que tem poucas participações, mas engole o filme na cena em que sabe da morte da filha – ah, se o longa fosse sobre ela.
 
Sagazmente pensando em não perder público de nenhum lado do espectro político, o filme evita tomar posições e cria um partido fictício que, para usar uma expressão tipicamente brasileira, “não é de esquerda, nem de direita”, e o compõe com políticos que encerram clichês de figuras famosas dos dois lados. Há ainda uma referência meio sorrateira a V de Vingança, mas soa um tanto gratuita.
 
Dirigido por Gustavo Bonafé (Legalize Já – A amizade nunca morre), O doutrinador também é uma série que será exibida num canal a cabo no próximo ano. Talvez nela algumas situações e personagens – como uma ministra interpretada por Marília Gabriela – façam mais sentido. 

Alysson Oliveira


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