Amanhã chegou

Amanhã chegou

Ficha técnica

  • Nome: Amanhã chegou
  • Nome Original: Amanhã chegou
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2018
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 74 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Renata Simões
  • Elenco:

Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 0 votos

Vote aqui


Locais de filmagem


Sinopse

Documentário nacional investiga a sustentabilidade na sociedade contemporânea, mostrando como um consumidor consciente pode contribuir para transformar o mundo. Pensando na relação entre as cidades e o meio ambiente, o documentário apresenta uma reflexão sobre o consumo enquanto atitude política.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

08/10/2018

O tema do crescimento econômico com sustentabilidade deixa o ambiente das discussões acadêmicas e dos grupos engajados na causa e desembarca nas telas com o documentário Amanhã chegou. Dirigido por Renata Simões, o filme alterna exemplos de práticas bem-sucedidas, algumas com apoio de grandes corporações, com entrevistas com técnicos, dirigentes de organizações não-governamentais, representantes de empresas, a jornalista Eliane Brum e o poeta Sérgio Vaz, que sente o pulso das periferias paulistanas com suas atividades literárias politicamente engajadas.
 
Assunto que rende sempre belas imagens de nossas riquezas, exemplos comoventes de pessoas simples, engajadas em projetos de manejo florestal e discursos bem articulados com a causa defendida, o filme de Renata Simões cumpre um papel importante em um momento particular do Brasil em que se corre o risco de incendiar um patrimônio que deveria permanecer intocado para as próximas gerações.

É um filme didático, com formato televisivo, escolhido provavelmente para atingir um número maior de pessoas e poder ser utilizado como material para debates pelo País afora. Não é um defeito, pois a causa que defende é maior do que ficar preso a um modelo estético. Mas também é um fator limitante para um documentário. Vemos as boas práticas apresentadas, mas sentimos falta de um retrato mais dramático da atual situação vivida pelo País e dos riscos que se avizinham.

A violência no campo na disputa pela terra, a paralisação da reforma agrária, o cerco aos povos indígenas e os assassinatos de ativistas - o número mais elevado do mundo, como o próprio filme revela, citando dados da ONG Global Witness (46 mortos em 2016) - poderiam ser mais aprofundados.

Ao final fica uma imagem idealizada de como as empresas podem ser parceiras na defesa da natureza e de como o consumo consciente pode salvar o meio ambiente. Na verdade, precisamos de muito mais. Como um dos próprios entrevistados define, iniciativas individuais como a separação do lixo reciclável representam muito pouco diante do que as empresas poderiam fazer. É como lavar a louça durante um incêndio, como ele define.

Luiz Vita


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança