Estás me matando, Susana

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Eligio e Susana são casados há tempos. Mas ela se cansou da eterna infantilidade e infidelidade dele. Um dia, de repente, ela some sem deixar nem um bilhete. Ele se desespera, até descobrir uma pista de que ela foi para os EUA e parte para lá, tentando recuperar seu amor.


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Crítica Cineweb

12/10/2018

Mesmo pretendendo não ser mais do que uma comédia romântica, Estás me matando, Susana, do mexicano Roberto Sneider, tem seus trunfos na boa dupla central de atores, o mexicano Gael García Bernal e a espanhola Verónica Echegui, e numa trama que aborda com precisão e ironia um tema relevante – no caso, a infantilidade do protagonista masculino, apegado a comportamentos que colocam a perder seu casamento.
 
Eligio (Gael) é um ator, casado com Susana (Verónica), e se mostra incapaz de resistir aos casos com outras mulheres e às noitadas nos bares com sua turma de amigos. Susana vive sendo deixada de lado até que um dia, some sem deixar vestígios.
 
Inconformado, Eligio perde o chão. Procura a mulher por todos os lugares, sem sucesso. Até que um dia descobre uma pista – Susana partiu para um workshop literário numa universidade no Iowa, EUA. A viagem do mexicano dá oportunidade a que se faça ironia quanto aos mais do que severos controles de fronteiras do país governado por Donald Trump, assim como ao racismo implícito nos comentários de cidadãos comuns, como o motorista de táxi que leva Eligio à universidade – e também é vítima de uma ousada travessura do recém-chegado.
 
Faz bem à alma e ao filme que um ator tão inteligente quanto Gael encarne alguns desses estranhamentos entre povos que têm tornado os EUA detentores de uma imagem francamente xenófoba.
 
Mesmo não perdendo de vista o tom leve, o filme coloca em xeque o machismo de Eligio e o desejo de afirmação de Susana – muito embora ela ainda não esteja tão convencida de que deve deixar este marido para trás. Algumas confusões envolvem o casal com outras pessoas, como o colega polonês Slawormir (Björn H. Haraldsson), a chinesinha Altagracia (Jadyn Wong) e a norte-americana Irene (Ashley Hinshaw).
 
Estas interações colocam em evidência a imaturidade de ambos e a confusão de sentimentos que, afinal, passa pela vida de toda a humanidade. Neste sentido, também, vale esse ambiente do workshop literário, por onde passam pessoas de todo o mundo.
 
Por outro lado, rediscutir os conflitos entre homens e mulheres por um viés mais contemporâneo sempre tem seu valor – ainda que se trate de uma comédia despretensiosa e que não acerte sempre o tom em todas as cenas. Um pouco disso decorre da necessidade que a própria comédia tem de trafegar entre os clichês e tentar ser popular, palatável a uma série de paladares distintos. Pelo menos, esta não ofende a inteligência de ninguém.

Neusa Barbosa


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