Alita - Anjo de combate

Ficha técnica


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Sinopse

No século 26, num ambiente distópico, o dr. Ido é um médico que conserta homens e ciborgues. Um dia, à procura de metal descartado, ele encontra os restos de uma ciborgue. Ele a reconstrói e lhe dá o nome de Alita. Ela não se lembra de seu passado mas aos poucos recupera memórias assustadoras.


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Crítica Cineweb

08/02/2019

Tal como sua protagonista, uma ciborgue formada de partes de diversas origens, Alita – Anjo de Combate não prima pela originalidade e sim pela reunião de fragmentos de várias fontes. Adaptando mangá de Yukito Kishiro (Gunnm), o diretor Robert Rodriguez e o coprodutor e corroteirista James Cameron bebem de referências diversas, de Metropolis a Blade Runner, de Prometheus a Ghost in the Shell (sem aspirar à originalidade do filme de Mamoru Oshii, de 1995).
 
O apelo atual de ter uma garota (Rosa Salazar) como a heroína, capaz de enfrentar grandalhões no braço apesar da figura miúda, é um dos trunfos de uma história que se torna impressionantemente clichê quando elabora o romance entre a ciborgue e o garoto Hugo (Keean Johnson). A história básica é, afinal, um suporte para um festival de efeitos CGI para sustentar ação e violência a granel, no melhor estilo videogame na tela.
 
Assim, o maior feito da produção é tecnológico, o resultado da captura dos movimentos e das expressões faciais de Rosa Salazar para serem recobertos pelos efeitos, compondo o visual da ciborgue. Num futuro distópico, seus restos foram encontrados num ferro-velho pelo dr. Dyson Ido (Christoph Waltz), uma espécie de médico capaz de produzir maravilhas consertando homens e máquinas, usando o que encontra para produzir partes substitutas de seus corpos. Da ciborgue, restavam a cabeça e parte da coluna vertebral, que Ido completará com um corpo cibernético destinado a uma filha dele, que morreu.
 
Trazida à vida, a ciborgue não se lembra de seu passado e ganha o nome de Alita, tornando-se uma espécie de filha substituta de Ido. Como alguém que está acabando de nascer, ela descobre a realidade de Iron City, a cidade onde se amontoam os que restaram dos costumeiros apocalipses de filmes futuristas. É um lugar sombrio, de aventureiros, ladrões e tipos ambíguos, todos sonhando em, de algum modo, ascenderem a Zalem, a cidade suspensa, à qual só uma elite tem acesso. Para quem está aqui embaixo, uma das poucas formas de ascensão é a vitória no motorball, um esporte violentíssimo, disputado numa arena, em alta velocidade.
 
Com sua única vaga referência oriental limitada aos olhos amendoados de Alita, o filme de Rodriguez não guarda parentesco com um Ghost in the Shell, por exemplo, do qual está a anos-luz, em termos de forma e conteúdo. Diretor mais pé no chão, Rodriguez imprime sua adrenalina em sequências como a do bar – onde Alita enfrenta uma série de caçadores de recompensas, no melhor estilo faroeste do futuro (só faltam vampiros para lembrar Um drinque no inferno) – e também a da pista de motorball. Mas falta uma genuína vibração, ainda que um dos vilões seja o carismático Mahershala Ali, na pele de Vector.
 
Uma atriz refinada, como Jennifer Connelly, também parece desperdiçada no meio do caminho.

Neusa Barbosa


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