Eleições

Ficha técnica

  • Nome: Eleições
  • Nome Original: Eleições
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2028
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 101 min
  • Classificação: 12 anos
  • Direção: Alice Riff
  • Elenco:

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País


Sinopse

O ano é 2018. Diversos estudantes secundaristas de uma escola estadual de São Paulo organizam chapas para disputar as eleições pelo grêmio. Cada uma das 4 chapas têm visões de mundo e política bem distintas e a tensão só aumenta com o tempo.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

27/02/2019

Eleições é um documentário que acompanha a disputa pelo grêmio de uma escola estadual na cidade de São Paulo, em 2018. Adolescentes se organizam em chapas, armam campanhas eleitorais e realizam debates na disputa pelo poder. Dirigido por Alice Riff (Meu corpo é político), trata-se de uma investigação interessante sobre como os mecanismos da política – e tudo o que vem junto, especialmente as maquinações e jogos – se dão num nível micro da sociedade. Mas isso tudo vai além de meramente espelhar a sociedade, uma vez que esses e essas jovens são seres sociais, agindo de acordo com o mundo em que vivem, ou seja, aqui, as disputas políticas se dão de maneira ainda mais escancaradas – embora a pílula seja dourada por uma certa ingenuidade da juventude – do que no nível governamental.
 
Riff deixa a câmera solta e acompanha o cotidiano da escola a partir das alunas e alunos. No começo do ano, um professor explica sobre o grêmio estudantil e as eleições. Logo, chapas são formadas. Se, no começo, todas parecem relativamente iguais, com uma ou outra distinção, com o desenrolar do tempo – as campanhas e filmagens duraram 3 meses –, suas ideologias se tornam bem claras. Há a chapa feminista, composta apenas por garotas; outra das minorias; uma formada pelos notórios bagunceiros – um deles admite que montou a chapa para poder cabular aula –; e uma quarta que, digamos, vem com um discurso que se toma como neutro.
 
Em comum, todas têm os melhores interesses pela escola e seus alunos e alunas. As propostas incluem atividades como palestras, eventos, melhorias físicas no prédio, maior diálogo com a diretoria, enfim, necessidades de uma instituição de ensino e seus adolescentes. Com o tempo, no entanto, interesses maiores vêm à tona, e as figuras do jogo se tornam mais claras.
 
É curioso como Riff e seu montador Yuri Amaral conseguem dar um ritmo e uma narrativa orgânica ao filme. Imagine-se um monte de adolescentes na frente da câmera falando o tempo o todo, não deve ter sido um trabalho fácil de todo o material bruto organizar um filme coerente e, de certa forma, intrigante, ao acompanhar o crescendo da disputa – que, em seus últimos lances, inclui até religião. Duas jovens entram em cena, de tempos em tempos, como repórteres. O carisma delas na frente da câmera faz das intervenções algo divertido, mas que também pontua de maneira crítica o que está acontecendo nas eleições.
 
Um dos grandes feitos de Riff em Eleições é desestigmatizar a escola pública, cada vez mais sucateada pelos políticos. O documentário serve como um alerta, ao lembrar da importância do ensino do público, e do potencial desses e dessas jovens cada vez mais jogados para escanteio pelo governo e a sociedade. O resultado dessas eleições é, ao mesmo tempo, surpreendente e reconfortante – dando a esperança de que essa geração é que vai mesmo mudar o país. 

Alysson Oliveira


Trailer


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