Um amor inesperado

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Sinopse

Ricardo Darín e Mercedes Morán interpretam um casal juntos há 25 anos, que percebem que deixaram de se amar, e se tornaram apenas bons amigos. Com a separação surgem novos desafios aos dois - especialmente, como encontrar um novo amor.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

27/02/2019

Dificilmente pode haver casal mais carismático do que a dupla argentina Mercedes Morán e Ricardo Darín. Colocá-los no centro de uma comédia dramático-romântica como Um Amor Inesperado, portanto, é nada mais do que uma escolha natural – feita pelo diretor de primeira viagem mas produtor experiente Juan Vera (que assina também o roteiro, ao lado de Daniel Cúparo).
 
Um amor inesperado é o tipo do filme bom de assistir, que joga com muitos pontos de fácil identificação, criando imediata empatia com o público. Quem não torce por um casal como Ana (Mercedes Morán) e Marcos (Ricardo Darín)? Sem querer dar spoiler, é bom o público desconfiar que a travessia não será tão simples. Afinal, quando começa o filme, eles já estão casados, e bem, há 25 anos.
 
A história os capta num momento de virada – seu único filho, Luciano (Andrés Gil), está partindo para fazer faculdade na Espanha. O “ninho vazio” fornece a faísca de uma crise – não que eles briguem, nem deixem de desfrutar da companhia um do outro. Mas, afinal, não sabem mais muito bem porque continuam juntos.
 
A maneira como o diretor conduz este questionamento, que leva a uma separação sem drama, é suave – não estamos aqui num universo de exageros à Almodóvar, nem no reino da comédia italiana descabelada, exceto no que diz respeito a um casal amigo, Edi (Luis Rubio) e Lili (Claudia Fontán), que segue uma trajetória mais de opereta, dando o contraste. O divórcio entre Ana e Marcos é surpreendemente civilizado, sem gritos ou flagrantes de traição, a partir da constatação pura e simples de que não estão mais apaixonados.
 
Infiltra-se humor o bastante na fase de nova solteirice. Tanto Marcos quanto Ana envolvem-se, fatalmente, com novos parceiros que parecem bizarros em comparação a eles mesmos, como a cantora meio hippie dele, o fabricante de perfumes dela.
 
A partir destas experiências mais ou menos frustrantes de cada um, o enredo vai construindo um subtexto mais denso: afinal, do que se trata aqui é da vida cotidiana, do sentido que se constrói em cada existência a partir de suas naturais procuras.
 
Corre em paralelo a experiência do filho deles, que se envolve com uma colega vietnamita e dá uma virada na vida que incomoda especialmente a mãe, que se sente traída nas expectativas que projetou para Luciano.
 
Do ponto de vista da plateia, a fagulha que sustenta o interesse é uma só: afinal, Ana e Marcos vão voltar a ficar juntos ou não? Porque é impossível não sentir falta de ver estes dois atores extraordinários outra vez lado a lado. A direção joga com esta expectativa muito bem e cria um roteiro com complexidade o bastante para fazer justiça a personagens e atores muito simpáticos.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 25/03/2019 - 17h54 - Por Paulo Siqueira Onde poderia conseguir a relação das músicas tocadas no filme.
  • 25/03/2019 - 18h08 - Por Neusa Barbosa OI Paulo, geralmente você consegue isso na internet, no site do filme ou no IMDB, algo assim.
    Abs
    Neusa
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